Esportes Jogador pede que 'judeus tenham dia sombrio' e passa a ser investigado na França

Jogador pede que 'judeus tenham dia sombrio' e passa a ser investigado na França

Youcef Atal, do Nice, compartilhou um vídeo com conteúdo antissemita e teve que se retratar; as autoridades se posicionaram de maneira contrária

  • Esportes | Do R7

Atal em ação pelo Nice, da França

Atal em ação pelo Nice, da França

Reprodução Instagram

O jogador argelino Youcef Atal passou a ser investigado pelo Conselho de Ética da Federação Francesa de Futebol após ter publicado um vídeo considerado antissemita nas redes sociais.

O lateral, que defende o Nice, da primeira divisão francesa, compartilhou um vídeo no Instagram em que um pregador palestino, chamado Mahmoud Hasanat, pede para que os judeus “tenham um dia sombrio” e que Deus “acompanhe a mão dos habitantes de Gaza que atiram pedras” contra as forças militares israelenses.

O prefeito de Nice, Christian Estrosi, chegou a pedir que o atleta não vestisse mais a camisa do clube da cidade até que ele pedisse desculpas.

Também contrário ao jogador, o presidente da federação de futebol do país se manifestou. “O pedido de violência expressado por Youcef Atal são contrários à ética e aos valores que o futebol defende incansavelmente”, disse em um trecho da nota. 

O clube, no entanto, não se posicionou publicamente sobre o ocorrido. Nas redes sociais, o Nice restringiu o comentário de usuários nas últimas publicações.

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Após a repercussão negativa, o jogador apagou o vídeo e, neste domingo (15), publicou uma mensagem de retratação, desculpando-se pela publicação anterior.

"Estou ciente de que minha publicação afetou várias pessoas, o que não era minha intenção, e peço perdão", reagiu o lateral-direito no Instagram, acrescentando que quer "esclarecer seu ponto de vista sem nenhuma ambiguidade: condeno com firmeza qualquer forma de violência, onde quer que seja no mundo, e apoio todas as vítimas. Jamais apoiaria uma mensagem de ódio. A paz é um ideal no qual acredito firmemente", escreveu.

A polêmica está diretamente vinculada ao conflito entre Israel e o Hamas. Desde o último sábado (7), a guerra já deixou 4.070 mortos, sendo 2.670 palestinos e 1.400 israelenses.

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