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Vasco notifica 777 por possível transferência de controle; entenda

Departamento Jurídico do Vasco questiona movimento para a seguradora A-CAP, que fere Lei da SAF e acordo entre as partes

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br

A gestão do presidente Pedrinho e a 777 Partners, dona da SAF do Vasco, entraram em rota de colisão novamente. Afinal, o Departamento Jurídico do clube notificou a empresa norte-americana e questionou a possível transferência de controle da empresa para a seguradora A-CAP. Essa possibilidade está na ação do fundo inglês Leadenhall Capital Partners. A informação é do portal “ge”.

Dessa forma, os representantes do clube entendem que o movimento fere a Lei da SAF, promulgada em 2021 pelo Governo Federal. Além disso, tal ação infringe o próprio acordo de acionistas, entre Vasco e 777 Carioca, empresa criada para gerenciar o futebol vascaíno no acordo de compra e venda.

Cabe salientar que o acordo de acionistas previsto no vínculo firmado entre Vasco e 777 tem mecanismo semelhante ao da Lei da SAF. Existe, então, uma espécie de proteção contra mudança de controle, seja ela direta ou indireta. Essa movimentação é vetada justamente para preservar a segurança jurídica do negócio.

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“A pessoa jurídica que detiver participação igual ou superior a 5% (cinco por cento) do capital social da Sociedade Anônima do Futebol deverá informar a esta, assim como à entidade nacional de administração do desporto, o nome, a qualificação, o endereço e os dados de contato da pessoa natural que, direta ou indiretamente, exerça o seu controle ou que seja a beneficiária final, sob pena de suspensão dos direitos políticos e retenção dos dividendos, dos juros sobre o capital próprio ou de outra forma de remuneração declarados, até o cumprimento desse dever.”, cita o artigo 66º da Lei da SAF

Entenda o caso

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Na ação, composta por 83 páginas, a Leanderhall alega que a dona da SAF cruz-maltina é controlada pela A-CAP, um fundo americano que pertence ao empresário Kenneth King. Com base na ação da empresa, em reunião no dia 2 de abril, Josh respondeu o seguinte.

“Na prática, você está certo. Eles (A-CAP) controlam o que nós assinamos porque têm o poder do dinheiro agora. E nós precisamos manter a empresa em funcionamento para que possamos resolver nossos problemas e lidar com nossas obrigações”, disse o empresário norte-americano.

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Em entrevista ao jornal inglês “Financial Times”, a A-CAP negou que tenha o controle da 777 e chamou as acusações de “infundadas e uma tentativa desesperada da Leadenhall de buscar pagamento da A-CAP”.

A rede de televisão “Bloomberg”, de Nova Iorque, divulgou recentemente informações sobre a possível fraude. Sendo assim, o fundo alega que a 777 Partners fez um empréstimo de R$ 1,7 bilhão. Entretanto, apresentou como garantia supostos fundos que não lhe pertencem ou sequer existem.

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