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Torcedores do Newell’s promovem selvagem ataque a jornalistas

Ao menos 20 pessoas agrediram e danificaram equipamentos de profissionais da imprensa

Jogada 10|

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução Foto: Reprodução (Jogada 10)

Uma situação tão lamentável quanto preocupante chamou a atenção durante a rodada da Copa da Liga, na Argentina. Mais especificamente, em meio ao compromisso entre Newell’s Old Boys e San Lorenzo, no último domingo (3).

Em síntese, no intervalo do confronto que aconteceu no Estádio Marcelo Bielsa, um avião com faixa provocativa nas cores do Rosario Central passou sobre a casa do Newell’s. Nesse sentido, além da inscrição ‘Meu filho’, apontando ‘freguesia’ no clássico da cidade, panfletos com a inscrição ‘Peito frio, filho do Central’ foram jogados da aeronave e caíram dentro do gramado.

Desse modo, um grupo de 20 torcedores que estavam próximos a área dos jornalistas que cobriam o duelo teve uma reação de profundo descontrole. Isso porque eles invadiram o setor e, além de agressões, tentavam tomar celulares e aparelhos que tivessem feito gravações do ocorrido.

De acordo com relato de jornalistas da emissora argentina ‘TyC Sports, além das ameaças e agressões aos profissionais, a lente da câmera utilizada na cobertura foi quebrada.

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‘Calvário’

Torcedor assumido do Newell’s Old Boys, o estudante de jornalismo identificado como Mauro fez um tocante relato nas redes sociais onde afirma que o último domingo passou de ‘um dos melhores dias de sua vida’ a um ‘calvário’. As agressões contra ele, aliás, estão em vídeo que cirula nas redes sociais.

“Eles me agarraram no meio de várias pessoas… Sou estudante de jornalismo, torcedor do Newell’s desde o berço, cresci vendo o time de Veira, Gallego e Martino e muitos outros. Hoje, estava realizando um dos meus sonhos, que era cobrir o Newell’s pela primeira vez na minha vida como parte da imprensa. Eles me tiraram da área de imprensa para me bater, me insultar e roubar meu equipamento de trabalho. Sabe por que tudo isso aconteceu? Porque eu não tinha uma camiseta da Newell’s enquanto fazia meu trabalho? Em nenhum momento fiz qualquer gesto ou alusão a qualquer coisa, estava apenas fazendo meu trabalho jornalístico. O dia de hoje deixou de ser o melhor dia da minha vida para se tornar um calvário. Esse fato me afasta da minha paixão e do lugar que sempre amei quando criança, e espero que um dia essa loucura acabe e possamos viver em paz nesse futebol que se tornou um centro de violência”, descreveu.

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