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TJD denuncia torcida do Flamengo por cantos homofóbicos no clássico

Árbitro Wagner do Nascimento Magalhães relatou episódio na súmula do embate entre o Rubro-Negro e o Tricolor, no último sábado (15)

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

Foto: Paula Reis / Flamengo
Foto: Paula Reis / Flamengo Foto: Paula Reis / Flamengo (Jogada 10)

O Flamengo foi alvo de denúncia da Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ). Parte da sua torcida proferiu cantos homofóbicos no clássico contra o Fluminense. O caso ocorreu no segundo jogo da semifinal do Carioca, que ficou no empate por 0 a 0, no último sábado (15). O Mengo avançou à final, contra o Nova Iguaçu, com o resultado.

Aliás, o árbitro daquela partida, Wagner do Nascimento Magalhães, registrou o episódio na súmula do duelo.

“Informo que aos 43 minutos do segundo tempo, a torcida do Clube de Regatas do Flamengo cantou uma música de cunho homofóbico durante 50 segundos em provocação à torcida do Fluminense FC. Cabe ressaltar que a administração do estádio emitiu uma mensagem educativa nos telões do estádio no momento em que ocorria o cântico”, detalhou o juiz.

A música em questão já é tradicional nas arquibancadas e entre outros rivais cariocas. “Que palhaçada esse pó-de-arroz, tricolor v*** passa maquiagem e dá o c*** depois”. Parte da torcida do Rubro-Negro agiu de forma preconceituosa e, em seguida, houve um recado do Maracanã no telão.

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A denúncia contra o Flamengo se enquadra no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que detalha possível sanção após “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A sessão judicial para julgar o episódio ainda será marcado, e o clube da Gávea pode receber uma punição entre R$ 100 e R$ 100 mil.

Casos anteriores semelhantes à da torcida do Flamengo

Na edição passada da Série A, em caso parecido, o Corinthians recebeu punição de perda de um mando de campo. Afinal, parte da sua torcida entoou cantos homofóbicos contra o adversário da oportunidade, o São Paulo. Durante o empate em 1 a 1, na Neo Química Arena, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, o árbitro Bruno Arleu de Araújo chegou a paralisar o jogo.

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Posteriormente, o sistema de som do estádio pediu que os torcedores parassem com os gritos. Contudo, as ofensas se espalharam por outras áreas do palco. Somente após quatro minutos de paralisação, houve, enfim, o reinício da partida.

Em 2019, também durante embate contra o São Paulo na Série A, parte da torcida do Vasco proferiu cantos homofóbicos em São Januário. Porém, não houve uma denúncia contra o Cruz-Maltino.

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Afinal, os procuradores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) alegaram que o clube agiu rapidamente para acabar com as manifestações preconceituosas. No caso, o Gigante da Colina solicitou ao público que a atitude poderia causar punição através do alto falante do estádio e do placar eletrônico.

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