Jogada 10 Pedrinho assume a presidência do Vasco nesta segunda

Pedrinho assume a presidência do Vasco nesta segunda

Ex-meio-campista que foi revelado pelo Cruz-Maltino toma posse do cargo pelo próximo triênio em cerimônia na sede náutica da Lagoa,...

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Matheus Lima/Vasco

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O ex-jogador, Pedrinho, inicia sua trajetória como presidente do Vasco, nesta segunda-feira (22). Ele tomará posse do cargo em cerimônia que vai ocorrer na sede náutica da Lagoa, às 19h30. Sua gestão será válida pelo próximo triênio (2024-2026). Junto a ele também assumem membros da Diretoria Administrativa e Assembleia-Geral. No caso, Paulo Salomão e Renato Brito Neto como 1º e 2º vice-presidentes da Diretoria Administrativa, respectivamente.

Além de outros vice-presidentes do mesmo setor que ainda serão anunciados. Alan Belaciano e Jaime Ribeiro como presidente e vice da Assembleia-Geral. Assim como os 150 conselheiros que foram eleitos para integrar o Conselho Deliberativo, sendo 120 da chapa Sempre Vasco e 30 da chapa Somamos. A segunda representa o grupo do candidato que ficou em segundo na votação, Leven Siano.

Posteriormente vai ocorrer um pleito para definir os membros da Mesa Diretora do Conselho Deliberativo. Tal departamento será formado po presidente, vice-presidente, bem como 1º e 2º secretários. Assim como, também serão escolhidos os integrantes do Conselho Fiscal, com a definição do presidente sendo feita por meio do primeiro nome da chapa vencedora da eleição.

A votação que definiu Pedrinho como próximo presidente do Gigante da Colina ocorreu em 11 de novembro do ano passado. Tal evento foi marcante, já que representou a primeira definição do cargo após a instauração da SAF e a venda do departamento de futebol do clube para a 777 Partners. Diferentemente das edições anteriores com polêmicas e judicializações, a eleição ocorreu de maneira tranquila. Pedrinho recebeu 3372, contra 1844 do adversário.

Feitos de Pedrinho antes de assumir como presidente do Vasco

Mesmo antes de assumir a presidência, Pedrinho já tem alguns feitos como a aproximação com Lúcio Barbosa, CEO da SAF do Vasco. Bem como dos sócios majoritários da 777 Partners. Consequentemente, a busca de uma melhor relação entre o associativo a SAF, que ficou bem abalada durante a gestão do antecessor de Lúcio, o Luiz Mello.

Tais laços estreitados permitiram que Pedrinho sugerisse a demissão de Paulo Bracks, ex-diretor de futebol. As justificativas foram o péssimo trabalho e até a relação desgastada com a torcida. Em seguida, com a chegada do novo dirigente, Alexandre Mattos, o futuro presidente fez contato com o mesmo e colocou-se à disposição para colaborar na busca por contratações.

A propósito, ele conversou com alguns jogadores que já estão no elenco para tentar identificar e sanar as necessidades do Cruz-Maltino. Aliás, Pedrinho comunicou ao novo diretor de futebol todas as atitudes que ele tomaria, de forma antecipada. Entende-se que esta influência de Pedrinho pode contribuir com o trabalho de Alexandre Mattos. Afinal, o ex-jogador tem bons relacionamentos dentro do futebol. Além disso, o ídolo do Vasco possui negociações com a Crefisa para vender os naming rights de São Januário.

Saída de Salgado

Importante ressaltar que a gestão de Salgado foi repleta de críticas e turbulências. Isso porque na eleição que ocorreu no final de 2020 houve judicialização do pleito, situação que era comum no âmbito eleitoral do Vasco. Ele assumiu o cargo em 2021, quando a equipe estava na reta final do Campeonato Brasileiro ainda do ano anterior. Especialmente pela paralisação devido a pandemia.

O clube caiu pela quarta vez em sua história para a Segunda Divisão. Por sinal, não conseguiu o acesso e de forma inédita em sua história permaneceu na Série B. Resumindo, esportivamente a administração de Jorge Salgado foi um fracasso.

Entretanto, houve conquistas em outros segmentos como tratativas encaminhadas para a reforma de São Januário. Além de entrada na disputa pela gestão do Maracanã. Na parte social, o clube fortaleceu seus valores e princípios como a luta contra o racismo e homofobia, por exemplo. O principal legado de sua administração foi a instauração da SAF no clube e a venda de 70% das ações para a 777 Partners por R$ 700 milhões.

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