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‘Lei Vini Jr.’ segue indefinida para o Campeonato Espanhol

Árbitros questionam a viabilidade da expulsão por jogadores cobrirem a boca durante discussões em campo

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

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Hincapié foi expulso na derrota do Equador para o México após cobrir a boca durante uma discussão em campo na Copa do Mundo de 2026 Eloisa Sanchez/Reuters - 30.06.2026

A aplicação da chamada “Lei Vini Jr” no futebol espanhol ainda não está garantida para a temporada 2026/27. O CTA (Comitê Técnico de Árbitros) segue debatendo a adoção da regra, que prevê expulsão com cartão vermelho para jogadores que cubram a boca durante discussões em campo.

Embora o órgão defenda punições contra atitudes antidesportivas e ofensas verbais, a principal dúvida envolve a dificuldade de comprovar a intenção do atleta. Isto porque, segundo quem é contra a adoção da regra, o gesto de levar a mão à boca pode ser usado em diferentes situações, como para esconder uma conversa sobre posicionamento ou uma jogada, e não necessariamente para proferir insultos.


De acordo com informações do jornal AS, integrantes do CTA demonstram preocupação com a possibilidade de expulsar um jogador sem que exista uma prova clara de que ele tenha cometido uma infração. Esse também foi um dos argumentos utilizados pela Uefa (Union of European Football Associations) para decidir não adotar a medida em suas competições. Apesar disso, a regra já entrou em vigor na Copa e resultou nas expulsões de Piero Hincapié, do Equador, e Miguel Almirón, do Paraguai.

Enquanto a decisão sobre a “Lei Vini Jr” segue em aberto, outras mudanças na arbitragem espanhola já foram confirmadas para a próxima temporada. Entre elas estão a adoção do impedimento semiautomático e novas medidas para reduzir a perda de tempo, como uma contagem regressiva para cobranças de lateral e o limite de dez segundos para a realização de substituições.


Outra “Lei“ no Campeonato Espanhol

Outra novidade será a chamada “Lei anti-Arsenal”, criada para impedir bloqueios em cobranças de faltas e escanteios que dificultem a movimentação dos defensores. Nesses casos, o VAR poderá intervir mesmo antes de a bola entrar em jogo, caso identifique irregularidades durante a preparação da jogada.

Para facilitar a adaptação às novas normas, o CTA, presidido por Fran Soto, prepara um manual com explicações detalhadas sobre todas as mudanças. Por fim, o material vai estar disponível para árbitros, clubes, jogadores e torcedores, com o objetivo de tornar a aplicação das regras mais transparente.

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