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Flamengo, vestido de Barbie, tomou de três no Mato Grosso

O Cuiabá jogou em alta velocidade, e o visitante Flamengo, sem articulação, parecia disputar uma pelada animada de fim de semana

Jogada 10

Jogada 10|Do R7


O Flamengo, fantasiado de Barbie, para acompanhar a moda, e fazendo compras em Miami, como os seus cartolas, apanhou sem piedade do Cuiabá, 3 a 0 na Arena Pantanal, deixando evidente, pela enésima ocasião, que se o clube não demitir Jorge Sampaoli, e a sua turma de valentes, o ano passará em branco. O andarilho argentino é a sequência natural do fenômeno Vitor Pereira, o pior treinador desde 1912.

Foi um confronto de quem busca a permanência na Série A, e quem sabe, vaga em competição sul-americana, contra um time sem compromisso com o Brasileiro, do qual é mero participante, e que sonha apenas nas copas que ainda disputa, apesar da confusão que reina no futebol do clube. Um provável resultado ruim na quinta-feira, diante do Olimpia, no Paraguai, e restará ao Rubro-Negro uma única possibilidade de conquistar um dos oito títulos possíveis em 2023, o da Copa do Brasil, que sugere o momento, parece mais distante que a lua.

Levando-se em conta a vantagem em pontos e vitórias que já somou, e a irregularidade das campanhas dos mais próximos, o Botafogo, tudo indica, ganhará o campeonato sem problemas, caso não ponha a faixa antes de conquistá-la, de fato e de direito.

Flamengo ridículo

O Flamengo começou aceitando a pressão do Cuiabá, que acertou bola na trave aos três minutos, em pancada de Raniele, e que ameaçou em outras conclusões, e só procurou o gol adversário aos 20, em chute distante de David Luiz, para defesa tranquila de Walter. O time da casa jogava em alta velocidade, e o visitante, sem articulação, parecia disputar uma pelada animada de fim de semana.

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Um Cuiabá mais racional, sem tanta empolgação e preciosismo, que às vezes atrapalha, teria construído o placar ainda no primeiro tempo. O Flamengo, com uma zaga que assistia de graça, um meio-campo frágil na marcação e sem qualquer inspiração – com Vitor Hugo o time joga com 10 – e um ataque nulo – o que é Luiz Araújo? – seria, aos olhos de alguém que pouco acompanha futebol, nada além de um time que briga contra o rebaixamento. Aliás, o Éverton Cebolinha lembra muito o baiano Néviton, que esteve na Gávea na década de 1960. O cidadão não jogava nada.

É hoje lugar-comum para o torcedor rubro-negro alimentar esperança de mudanças para o segundo tempo. Mas qualquer analista com bom senso já sabe que o Flamengo só se tornará uma equipe competitiva, que aproveite efetivamente os craques que possui, quando o estranho personagem de Rosário tomar o seu próprio rumo.

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Enfim, teve gol do Deyverson

O time carioca retornou do intervalo com outra figura folclórica, Allan. Substituiu Ayrton Lucas, preservado. E foi exatamente no setor esquerdo que Matheus Alexandre apanhou cruzamento de Ceppelini para abrir o placar: 1 a 0. Aos oito, Deyverson e Clayson tabelaram, e esse aí enfiou 2 a 0. O Cuiabá conseguiu, em menos de 10 minutos, o que demorou quase 50 para fazer no primeiro tempo. Daí para frente, não havia mais disputa, apenas bola rolando para os lados e mudanças em penca, que não modificariam muito o cenário. Mas faltava, é claro, o gol de Deyverson, que surgiu aos 36: 3 a 0. Qualquer um que conhece um mínimo de futebol – e notadamente de Flamengo – sabia que isso deveria ocorrer. O óbvio.

Pois ganhará um fim de semana gratuito em Donetsk quem encontrar definições, até quinta, para Allan, Luiz Araújo e Éverton Cebolinha. O prazo já está correndo. E o Flamengo de 2023 caminhando, como o seu treinador, para o brejo.

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