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Fifa valida suspensão de Eduardo Conceição, mas Conmebol reduz pena do jogador do Palmeiras

Entidade máxima do futebol acatou a punição inicial, mas a confederação sul-americana decidiu abrandar o gancho do atleta

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

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Eduardo Conceição é promessa do Palmeiras Nelson Terme/CBF

O caso envolvendo o meia-atacante Eduardo Conceição, de 16 anos, promessa do Palmeiras, registrou uma reviravolta internacional nesta sexta-feira. Em uma movimentação que amplia o alcance da punição, a Fifa referendou a determinação anterior da Conmebol e estendeu o gancho do atleta, antes restrito aos torneios continentais, para todas as competições do planeta.

Apesar dessa ampliação geográfica, o panorama imediato trouxe um alívio parcial para o jogador, visto que a Comissão Disciplinar da Conmebol reduziu o tempo total da pena de quatro para dois meses, fixando o término da punição para o dia 8 de julho. No entanto, o tribunal sul-americano impôs uma condição rigorosa para manter esse benefício.


Se o jovem cometer qualquer novo ato de indisciplina ao longo deste período, a entidade restabelecerá de forma automática a sanção original de quatro meses de afastamento. Toda a polêmica começou quando o atleta imitou um macaco para comemorar um gol pela seleção brasileira Sub-17, justamente em um clássico contra a Argentina.

Em contrapartida, ao apresentar sua defesa, Eduardo Conceição justificou o gesto acusando o meio-campista argentino Benítez de racismo. De acordo com o brasileiro, a atitude foi apenas uma reação e uma forma de protesto contra as ofensas que alega ter sofrido em campo.


Apesar da gravidade da situação, o árbitro da partida, David Ojeda, ignorou as diretrizes oficiais. Como consequência disso, o protocolo antirracismo previsto para esses casos não foi acionado diante do tumulto.

Meia do Palmeiras se defende

Para detalhar o seu estado de espírito naquele momento, o jovem desabafou sobre o episódio em entrevista recente.


“Depois que sofri o ato, coloquei na cabeça que ia fazer o gol e fazer o macaco, responder na mesma moeda para deixá-los bravos e mostrar que não me abalei. Foi um alívio, o que eles estavam fazendo não era agradável. Quando fiz o gol, fiquei feliz”, disse ao ge.

Diante do cenário de hostilidade mútua apurado pelas investigações, a Conmebol aplicou exatamente a mesma punição ao argentino Benítez. Como consequência imediata desse posicionamento, os jornais da Argentina informaram que a federação de futebol daquele país não ficou inerte.


Pelo contrário, a entidade já protocolou um recurso com o claro objetivo de tentar reverter o gancho de seu atleta.

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