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É hoje? Atlético poderá ser declarado campeão brasileiro de 1937

Clube poderá, nesta sexta-feira, na reunião na CBF, ganhar mais um caneco. Antônio Carlos rendeu casa nova e pode render ainda um...

Jogada 10

Jogada 10|Do R7


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Depois de inúmeras expectativas, o Atlético aguarda ansiosamente pelo desfecho do pleito para homologar o título de Campeão dos Campeões de 1937.

Conforme adiantado pelo O Tempo, uma reunião na CBF, nesta sexta (25), pode acabar de vez com a longa espera pela equivalência do título em Brasileirão. Uma reunião ocorrerá pela tarde, na sede da entidade, no Rio. O FalaGalo confirmou que diretores da confederação e membros do conselho gestor do Galo estarão presentes, entre eles Rubens Menin, um dos investidores da SAF atleticana.

Depois de um tempo de silêncio mútuo, alguns representantes do Atlético em alguns momentos, chegaram até a diminuir as expectativas. No entanto, esse sentimento mudou nos últimos dias e há uma grande perspectiva de que o Alvinegro volte a ser o primeiro campeão brasileiro às vésperas do seu primeiro jogo oficial na Arena MRV.

Histórico

Desde 2021, representantes do Atlético juntaram inúmeros documentos e montaram um robusto dossiê que foi entregue e protocolado na CBF. O processo caminhava para a homologação, no entanto, com a mudança da presidência, inúmeros diretores foram substituídos. Dessa forma, o processo de legitimação voltou à estaca zero em algumas oportunidades.

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Motivo do Pleito do Atlético

Na época do torneio (1937), os principais jornais e meios de comunicação consideraram o Atlético como o verdadeiro campeão brasileiro.

Porém, quando houve a equiparação dos títulos de Taça Brasil e Robertão entre 1959 e 1970, muito em função de uma pressão para que Pelé fosse declarado também um campeão brasileiro com as façanhas do famoso Santos, o Galo não se manifestou.

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A retomada do assunto se deveu a uma luta do Centro de Memória Atleticano, liderado por Emmerson Maurilio. E endossado pelo presidente Sérgio Coelho, pelo presidente do Conselho Ricardo Guimarães e também pelo vice-presidente, o Doutor José Murilo Procópio.

A partir do sentimento de injustiça, tão peculiar na cicatriz atleticana, a luta começou. Enfim, tudo indica que será finalizada num momento histórico da vida do clube, o início das atividades do seu novo lar no jogo inaugural contra o famoso Santos de Pelé no próximo domingo (27).

Nós somos campeões dos campeões

Presente no premiado hino de Vicente Motta, o termo forte que é entoado pela Massa, o título de Campeão dos Campeões foi uma competição entre campeões estaduais da região sudeste.

A reportagem do jornal Estado de Minas do dia 4 de fevereiro de 1937 retratou o momento vivido pelo clube mineiro. A manchete enalteceu a conquista alvinegra para o estado. “O Clube Atlético Mineiro conquistou para Minas Gerais o título de campeão brasileiro”, afirma a matéria.

O torneio Campeão dos Campeões de 1936 foi a primeira competição interestadual profissional realizada no Brasil e organizada pela Federação Brasileira de Futebol, a precursora da CBF. Mas que foi realizada no ano seguinte. Ele reunia os vencedores dos campeonatos de Minas Gerais (Atlético), São Paulo (Portuguesa), Distrito Federal (Fluminense) e Espírito Santo (Rio Branco).

A CAMpanha

Na fase preliminar havia três equipes: Aliança, Liga da Marinha e Rio Branco. Quem fizesse mais pontos avançaria para a fase final. O time capixaba seguiu e se juntou aos outros campeões estaduais – Atlético, Fluminense e Portuguesa. Nessa fase, o time que tivesse a maior pontuação levaria a taça em um formato básico de enfrentamento: turno e returno.

Uma acachapante derrota na estreia, perdendo por 6 a 0 para o Fluminense não dava indícios de um título. Ainda na segunda partida, um empate com o Rio Branco do Espírito Santo preocupou. Mas, a partir da terceira rodada, o Alvinegro engrenou. Assim, venceu as quatro pelejas seguintes e descontou o revés contra o Fluminense fazendo 4 a 1. Antes tinha feito 5 a 0 na Portuguesa e, posteriormente ao tricolor carioca, 5 a 1 no Rio Branco, deslanchando e distribuindo goleadas no Estádio Antônio Carlos.

A campanha vitoriosa terminou com triunfo por 3 a 2 sobre a Portuguesa, no Estádio Canindé, em São Paulo, no dia 14 de fevereiro de 1937.

Retrospecto

13/1/1937 – Fluminense 6 x 0 Atlético

17/1/1937 – Rio Branco 1 x 1 Atlético

24/1/1937 – Atlético 5 x 0 Portuguesa

31/1/1937 – Atlético 4 x 1 Fluminense

3/2/1937 – Atlético 5 x 1 Rio Branco

14/2/1937 – Portuguesa 2 x 3 Atlético

Time do primeiro Campeão Brasileiro

O time base da conquista contava com: Kafunga, Florindo, Zezé Procópio, Lola, Bala, Alcindo, Quim, Clóvis Paulista, Alfredo, Guará, Nicola, Rezende e Elair. Técnico: Floriano Peixoto.

O artilheiro do Atlético e da competição foi Paulista, com oito gols.

Os ingredientes da história

No ano que o Brasileirão homenageia Pelé, o atleta do século, o Atlético terá contra o Santos seu jogo inaugural no próximo domingo. Mais ainda, o time que Dondinho, pai do craque, sonhou dar prosseguimento à carreira foi o Alvinegro das Alterosas. Dondinho não seguiu no sonho de atleta. Após uma lesão no joelho, na partida contra o São Cristóvão, no estádio Antônio Carlos, os planos mudaram, mas naquele mesmo ano, em 1940, nasceria o maior jogador do futebol mundial.

Do pó ao pó. No estádio Antônio Carlos, que já não existe, o Galo teve seu primeiro estádio. Mesmo assim, o estadinho propiciou a construção da Arena MRV. E, às vésperas desse “recomeçar”, ainda pode, através da justiça histórica, ser lembrado pelas três goleadas que impulsionaram o primeiro CAMPEÃO Brasileiro a se consolidar no ano de 1937, o grande Campeão dos Campeões.

Uma última observação: mesmo sendo inevitável, até pela necessidade de sinônimos, os leitores devem ter percebido que evitamos escrever Galo no texto acima. Na verdade, isso se deveu ao fato de que, na época do título de Campeão dos Campeões, a mascote “Galo” ainda não tinha sido correlacionado ao clube. De fato, só aconteceu a popularização com pujança após o primeiro Tri Mineiro do Atlético em 1954, no esquadrão liderado pelo histórico Zé do Monte.

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