Jogada 10 Diniz finaliza ano mágico com duelo com Guardiola e sonho de conquistar o mundo

Diniz finaliza ano mágico com duelo com Guardiola e sonho de conquistar o mundo

Técnico se consolidou com título da Libertadores, mas acredita que possa superar o City, no jogo mais importante da história do Fluminense...

Jogada 10
- Foto: Lucas Merçon/Fluminense

- Foto: Lucas Merçon/Fluminense

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O confronto entre Fluminense e Manchester City marca não só o fim do calendário brasileiro, como também o duelo entre dois treinadores com filosofias semelhantes, mas com diferenças bem perceptíveis em campo (Diniz e Guardiola). Quando iniciou 2023, Fernando Diniz ainda enfrentava muitas dúvidas quanto ao seu estilo de jogo e nesta temporada pode se afirmar de vez e ter êxito com o título da Copa Libertadores.

Apesar de não ser uma unanimidade entre analistas e outros profissionais, não há como negar que o Dinizismo trouxe frescor para o futebol brasileiro, e que o treinador do Fluminense é um personagem que instiga e traz novidades. Nesta sexta-feira (22), o comandante terá o maior desafio desde que chegou ao Tricolor, enfrentar um elenco muito mais qualificado e numeroso e com um ideia semelhante.

Estilos semelhantes, mas com diferenças na prática

Ambas as equipes são pautadas na posse de bola e em explorar os lados, com passes para cansar o adversário e encontrar soluções para quebrar linhas. No entanto, Guardiola explora mais um jogo posicional, em que cada atleta ocupa uma faixa do campo e trabalha dentro daquele espaço. Um estilo característico da seleção espanhola, que tem paciência e qualidade, só que com mais agressividade por ter uma referência goleadora na frente: Haaland, que está fora do Mundial.

Diniz também quer que o Fluminense fique com a bola e trabalhe as linhas de passe desde a defesa. No entanto, a principal diferença é que os jogadores buscam essa linha, com uma alta rotatividade. Em muitos momentos da Libertadores, Keno e Arias apareceram do mesmo lado, enquanto os laterais tentaram jogadas por dentro. Viradas de jogo e toques curtos também são comuns no que propõe o treinador tricolor.

Na véspera da decisão, o técnico do Fluminense deixou claro que não abandonará seu estilo mesmo diante do City. Contudo, ele sabe que pela qualidade, o adversário irá propor o jogo e ter a bola. O time das Laranjeiras terá que se defender bem, sobretudo nos primeiros minutos, para deixar de lado o nervosismo e começar a incomodar também. Será um embate tático interessante, sobretudo para aqueles que amam o futebol e gostam de ver uma partida bem jogada e cheia de alternativas.

Ano de afirmação, título e seleção

Antes de retornar ao clube carioca, o treinador enfrentou as críticas de não conseguir ter estabilidade em seus trabalhos. No São Paulo, por exemplo, chegou a liderar o Brasileirão, mas perdeu fôlego e ficou sem o emprego e o título. Outra crítica era a falta de variação tática e no próprio estilo, sobretudo quando era encurralado pelo adversário em uma marcação alta.

Deixando as críticas de lado, Diniz focou na montagem do elenco, que muitas vezes foi considerado com uma média de idade alta, e apostou nas mescla entre experientes e a juventude de Xerém. Fora o trabalho tático, esbanjou conhecimento da parte mental e tem o grupo nas mãos. O ano foi de afirmação, e o título da Libertadores só veio coroar o treinador. Além disso, passou a ter uma oportunidade à frente da Seleção Brasileira.

Mesmo sendo um cargo temporário, Fernando teve uma experiência que todo técnico gostaria de ter. Fez sua lista, convocou, porém não trouxe resultados imediatos em campo. Empregar seu estilo de jogo demanda tempo e convivência com os atletas. Algo que não teve com o Brasil, que vem de três derrotas seguidas nas Eliminatórias e ocupa apenas a sexta colocação.

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