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Das maiores glórias do Vasco, Resposta Histórica completa 100 anos

Ofício enviado à AMEA, em 1924, é o principal motivo de orgulho da torcida vascaína. Resposta é o grande marco na luta antirracista...

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

Foto: CPAD/Centro de Memória/Vasco da Gama
Foto: CPAD/Centro de Memória/Vasco da Gama Foto: CPAD/Centro de Memória/Vasco da Gama (Jogada 10)

Este domingo, 7 de abril, não é um dia qualquer, especialmente para o torcedor vascaíno. Isso porque se completam 100 anos da Resposta Histórica do Vasco, um dos maiores – senão o maior – dos atos da luta antirracista no futebol brasileiro.

Para entender o que foi esta carta, redigida pelo à época presidente do clube, José Augusto Prestes, em 7 de abril de 1924, precisamos contextualizar os primeiros passos do clube no futebol, no começo do Século passado.

Inicialmente fundado como um clube de remo (em 1898), o Vasco da Gama adotou a prática do futebol em 1915. Os dirigentes vascaínos visavam que o clube fosse igualmente vitorioso nesse esporte, já mais popular que o remo.

No ano de 1923, o Vasco conquistou o seu primeiro título de Campeão Carioca. Recheado de jogadores das camadas populares, os lendários Camisas Negras, o time conseguiu superar os maiores clubes do estado, realizando uma campanha espetacular.

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Foi a primeira vez que o campeão carioca contava com jogadores negros e brancos de baixa condição social. O que veio, então, a abalar a estrutura do racismo e do preconceito social existentes no esporte. De 1906 a 1922, não havia jogadores das camadas populares nas equipes que conquistaram o campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro.

A façanha vascaína incomodou as pessoas que comandavam o futebol na Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), principal associação de agremiações do Rio de Janeiro. Com isso, nos primeiros meses de 1924, ocorreu uma cisão que resultou na criação de outra liga, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA).

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O Vasco foi convidado a participar dessa entidade e a princípio aceitaria entrar na nova liga. Uma das exigências, porém, era que o clube excluísse 12 jogadores de suas equipes; sete do primeiro quadro e cinco do segundo. Segundo a AMEA, esses atletas estariam em desacordo com os “padrões morais” necessários para a prática do futebol.

Em resposta às tais exigências, o então presidente vascaíno, José Augusto Prestes, emitiu um ofício onde informava que o clube desistiria de integrar a nova liga, por não aceitar a exclusão de seus atletas.

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A “Resposta Histórica”, então, marcou a postura institucional do Vasco, alinhada com as camadas populares e na defesa de um futebol democrático, sem preconceito racial/étnico e social.

MAIS SOBRE A RESPOSTA HISTÓRICA: Vasco lança coleção de camisas sobre os 100 anos da Resposta Histórica; Vasco recebe homenagem pelos 100 anos da Resposta Histórica

Construção de São Januário

Na sequência dos fatos, o Vasco construiu o estádio de São Januário, já que, para adentrar a AMEA, a nova exigência era de que o clube tivesse sua própria arena esportiva. Com dinheiro e esforço dos já numerosos vascaínos, o estádio foi erguido para uma capacidade de 40.000 torcedores – o maior da América do Sul à época.

Tal qual a Resposta Histórica, São Januário, está, aliás, em vias de completar 100 anos. O estádio foi inaugurado em 21 de abril de 1927, faltando, então, pouco mais de três anos para seu centenário.

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