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Coração dividido: Torcedor viverá impasse em duelo entre Vasco e Marcílio

Caminhoneiro Emerson é torcedor do Cruz-Maltino e do Marinheiro, mas confessou que priorizará um resultado positivo para a equipe catarinense...

Jogada 10|

Arquivo Pessoal/Emerson Roberto
Arquivo Pessoal/Emerson Roberto Arquivo Pessoal/Emerson Roberto (Jogada 10)

O confronto entre Vasco e Marcílio Dias, pela primeira fase da Copa do Brasil, que ocorre nesta terça-feira (27), vai provocar indecisão em muitos torcedores. Isso porque a região de Itajaí tem grande concentração de torcedores mistos, principalmente do Cruz-Maltino, Flamengo, Internacional e Grêmio. Ou seja, pessoas que normalmente apoiam o time da sua cidade e outro clube com maior expressão.

Um exemplo que se encaixa neste cenário é Emerson Roberto, de 46 anos. Natural da cidade do litoral catarinense, o caminhoneiro, em entrevista ao Jogada10, lamentou o encontro das suas duas paixões, em um primeiro momento.

“Na verdade, eu não queria que esse confronto existisse. Eu preferiria enfrentar o Corinthians, Coritiba, Atlético Goianiense. Qualquer um outro estava ótimo, só não queria enfrentar o Vasco. Com certeza o coração vai ficar dividido, quem ganhar vai ser extremamente positivo. Contudo, minha preferência é pelo time da casa (Marcílio). O coração vai bater mais forte por ele, pouca coisa, mas vai”, indicou Emerson.

Confira outros trechos da entrevista

Como começou a sua história com o Vasco? E com o Marcílio?

“Minha relação com o Vasco iniciou ainda no meu nascimento, em 1978. Meu nome é Emerson Roberto, pois meu pai era vascaíno e decidiu homenagear dois jogadores do clube. Quando nasci, Emerson Leão era o goleiro da equipe e Roberto Dinamite o grande atacante. Assim, meu pai decidiu pegar os dois primeiros nomes da dupla e pediu que eu fosse registrado assim no cartório”, ressaltou o caminhoneiro.

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“Já a minha história com o Marcílio também teve influência do meu pai, que também torcia para o clube. Em 1986, eu pisei pela primeira vez no estádio, ano em que a equipe teve campanha de destaque no Catarinense. Na ocasião, ficamos com o vice-campeonato estadual depois de perder o título para o Criciúma. De lá para cá me apaixonei também pelo clube”, acrescentou.

Por conta do seu emprego de caminhoneiro, como você faz para acompanhar os jogos? Prioriza alguma das equipes? Dá um jeito de assistir aos dois ou da preferência ao trabalho?

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“Eu priorizo sempre o Marcílio Dias, apesar do coração ficar dividido. Faço uma brincadeira dizendo que sou vascaíno apaixonado e marcilista do coração. Dou prioridade ao Marinheiro por conta da questão financeira. Até porque no meu ponto de vista, o Marcílio precisa mais do que o Vasco até mesmo pela proximidade”, frisou Emerson.

“Na maioria dos finais de semana eu estou em casa e consigo acompanhar ambos. Normalmente vou ao estádio nos jogos do Marcílio, já com relação ao Vasco, para mim só é possível assistir pela TV. Quando eu estou em viagem de trabalho, procuro acompanhar pelo celular. Meu filho de 24 anos é vascaíno, eu não vou conseguir ir nessa partida da Copa do Brasil, mas ele estará lá. Normalmente ele me passa as informações e assistimos aos jogos juntos”, detalhou o torcedor.

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Qual sua experiência mais marcante em relação ao futebol? Teve a ver com algum destes clubes?

“Minhas experiências mais marcantes com relação ao futebol envolveram o Marcílio. A primeira foi na decisão do Catarinense de 2000 quando enfrentamos o Joinville. Além da final da Copa Sul Minas em 2001 diante do Atlético Mineiro. Eu estive presente no estádio em ambas”, apontou Emerson.

“A decisão do Estadual foi marcante porque nós tínhamos recentemente retornado após ter ido para a segunda divisão do Catarinense. O time encaixou e quebrou um jejum de 14 anos, pois não chegávamos a uma final desde 1986. O feito mobilizou a região na época e também não havia capacidade mínima de segurança. Assim, o público foi de 15 mil pessoas nessa partida”, complementou o caminhoneiro.

“A respeito da Copa Sul Minas, tratava-se de uma novidade. Uma competição em nível nacional, que reunia os principais clubes de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Atlético tinha grandes nomes, como o goleiro Veloso, inclusive fiquei atrás do gol dele, além do atacante Guilherme, que estava em ótimo momento. Saímos na frente do placar com gol do atacante Fumaça, o estádio tremeu, mas depois levamos a virada para 3 a 1”, concluiu.

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