Jogada 10 Com base formada, Botafogo e Vasco demoram a agir no mercado por reforços

Com base formada, Botafogo e Vasco demoram a agir no mercado por reforços

Alvinegro e Cruz-Maltino estão estudando opções, mas precisam encorpar elencos de olho em 2024 por objetivos diferentes

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Foto: Matheus Lima/Vasco

Foto: Matheus Lima/Vasco

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O mercado da bola está cada vez mais se aquecendo para os times brasileiros, mas nem tanto para Botafogo e Vasco. Pelo menos, não como os torcedores gostariam nesse momento. Afinal, em ambos os casos, apenas algumas definições relacionadas às saídas foram feitas. A chegada de outros nomes, no entanto, ainda não aconteceu e as diretorias adotam maior cautela nas negociações.

Aliás, a demora pela vinda de atletas de olho em encorpar o grupo ao fim do ano não é novidade pelo lado do Alvinegro. Em dezembro de 2022, o clube também não se movimentou muito e não anunciou atletas. Até por ter feito boa janela em junho e julho e terminar bem a Série A. Conquistou, inclusive, vaga à Copa Sul-Americana logo após o retorno à elite.

Em contrapartida, no atual contexto, o departamento de futebol enxerga a necessidade de se trazer gás novo. Há pressa por renovação de parte de um elenco desgastado e abalado psicologicamente, em sua maioria. Além disso, existe alto temor em relação a possível retomada do ambiente e clima leve que se encontrava nos bastidores antes da derrocada na reta decisiva do Campeonato Brasileiro.

Preocupação com a Libertadores

Outro fator que também obriga o Botafogo a se movimentar mais rapidamente no mercado está relacionado com as quatro linhas. Por conta da péssima sequência de resultados no segundo turno da Série A, a equipe conseguiu apenas vaga para a fase prévia da Libertadores. Assim, terá menos tempo de preparação até a estreia, que vai acontecer na última semana de fevereiro.

Como a reapresentação será no início de janeiro, o técnico Tiago Nunes terá somente por volta de um mês e meio de trabalho. E, muito possivelmente, ainda sem a presença de todos os reforços esperados. Na segunda etapa preliminar da competição, o Alvinegro pegará Aurora, da Bolívia, ou Melgar, do Peru. Se passar, enfrentar o Águilas Doradas, da Colômbia, ou Bragantino, antes dos grupos.

Vasco vive situação parecida

Por outro lado, o Vasco vive cenário parecido em relação ao Glorioso e precisa encorpar o plantel da mesma forma. Afinal, o Gigante da Colina escapou do rebaixamento na bacia das almas, na última rodada do Brasileiro, e se vê obrigado a dar mais alternativas a Ramón Díaz. Para isso, a vinda de reforços, apesar de não haver nenhum anúncio ainda, se torna essencial.

No caso do Cruz-Maltino, a chegada de novos jogadores em dezembro tem sido uma tônica nas últimas temporadas. De 2022 para 2023, por exemplo, nomes importantes em meio à reformulação da Série B para A foram oficializados rapidamente. Casos de Léo, Lucas Piton,  Pedro Raul e Orellano. Porém, agora, com a permanência garantida na elite, o foco é melhorar o nível a fim de não passar mais tanto sufoco e deixar de correr risco de rebaixamento.

De janeiro para cá, o Vasco não montou uma equipe competitiva o suficiente e precisou corrigir a rota na janela de transferências do meio do ano. Mais de dez reforços vieram, a maioria que se tornaria titular no segundo semestre. O time alcançou o objetivo de se livrar do descenso, mas com muitas incertezas e terminou a tabela em 15° lugar, apesar do alto investimento.

Por isso, o novo diretor esportivo, Alexandre Mattos, já iniciou contatos e abriu negociações – Kuscevic, zagueiro do Coritiba, é um dos que interessa de olho em 2024. O dirigente está nos Estados Unidos para conhecer a 777 Partners, dona da SAF vascaína. Afinal, metade das férias já passaram e restam cerca de duas semanas para a reapresentação e recomeço das atividades de pré-temporada. Entretanto, a burocracia da 777 Partners ainda limita o avanço natural de algumas tratativas.

Semelhanças entre as SAFs

Botafogo e Vasco apresentam, então, semelhanças no modelo das SAFs. Além de estarem no segundo ano desse tipo de regime, possuem contratos longos com várias peças do elenco e, ao mesmo tempo, conseguiram deixar uma base formada de olho na próxima temporada.

Ambos reconhecem precisam de reforços, tanto pela disputa de Libertadores, quanto para voltar a brigar na parte de cima da tabela, respectivamente. No entanto, os donos do futebol – Textor e 777 – adotam maior precaução na condução das tratativas, postura comum em empresas que comandam negócios no esporte.

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