Jogada 10 Botafogo lamenta morte de Quinho, uma das maiores vozes do carnaval carioca

Botafogo lamenta morte de Quinho, uma das maiores vozes do carnaval carioca

Célebre intérprete lutava contra um câncer de próstata e morreu nesta quarta-feira (3) em decorrência de insuficiência respiratória...

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 - Foto: Instagram @quinhodosalgueiro

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O intérprete Melquisedeque Marins Marques, mais conhecido como Quinho, morreu aos 66 anos nesta quarta-feira (3). O profissional foi uma das maiores vozes do carnaval carioca e criou uma forte identificação com o Salgueiro ao longo da carreira. Nas redes sociais, o Botafogo, clube do coração do cantor, lamentou a morte e se solidarizou com a família e amigos.

Quinho teve que se afastar do carnaval, visto que lutava contra um câncer de próstata. Ele estava internado no Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, e a causa da morte foi insuficiência respiratória.

No último desfile do Salgueiro, o intérprete foi homenageado pela agremiação e por Emerson Dias, atual dono do microfone da vermelho e branca da zona norte do Rio de Janeiro. A escola batizou seu carro de som como “Quinho do Salgueiro”. O eterno puxador tinha em seu grito de guerra o famoso “Arrepia”, e os cacos “Pimba, Pimba” e “Ai que lindo”.

Carreira e sambas históricos

O intérprete iniciou a carreira na União da Ilha, quando entoou na avenida o samba do clássico enredo “Festa Profana”, em 1989. No entanto, foi em 1993, que Quinho teve seu ápice na avenida ao cantar o clássico samba do enredo “Peguei um Ita no Norte”, do Salgueiro. Assim, o refrão “Explode coração na maior felicidade, é lindo  o meu Salgueiro contagiando e sacudindo esta cidade” conquistou o Brasil, com uma catarse na Sapucaí.

O intérprete também defendeu o carro de som de Grande Rio, Santa Cruz, Império da Tijuca. Além das paulistanas Vila Maria, Rosas de Ouro e Peruche, entre outras. Na Academia do Samba, criou um forte laço e conquistou outro título, em 2009, ao defender o samba com o enredo sobre o ‘Tambor”. Ao todo, foram quatro passagens pela agremiação. De 1991 a 1993; de 1995 a 1999; de 2003 a 2014; e, por fim, de 2019 em diante (ao lado de Emerson Dias)

Postagem oficial do Botafogo

“É com profundo pesar que recebemos a triste notícia do falecimento de Melquisedeque Marins Marques, o Quinho do Salgueiro, fervoroso torcedor alvinegro e um dos maiores representantes da cultura do samba carioca. Neste momento de luto, o Botafogo se solidariza com a família, amigos e admiradores de Quinho do Salgueiro. Sua partida deixa uma lacuna irreparável no mundo do carnaval, mas sua arte e legado serão eternamente celebrados.”

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