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Betinho Marques: A Guerra das coletivas vazias do Felipão

As últimas cenas e mensagens do treinador do Galo é de um excesso absurdo. A cultura da objetividade é diferente da falta de educação...

Jogada 10|Do R7

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Foto: Pedro Souza/Atlético
Foto: Pedro Souza/Atlético Jogada 10

Felipão, vencedor e dono de uma história rica no futebol parece querer fechar seu ciclo no esporte em tom beligerante e fazendo as pessoas esquecerem seu tamanho. Inúmeras vezes se falou, inclusive nesta coluna, da importância de Scolari para o futebol mundial. Mas as últimas cenas e mensagens do atual treinador do Atlético é de um excesso absurdo.

Em tempos de pandemias, surto de dengue, chikungunya, guerra na Ucrânia, Oriente Médio e inúmeros flagelos, o Galo sempre foi a catarse do seu povo, mas não tem sido assim.

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Poderão acusar o povo preto e branco de “mudado” usando o argumento de ter chegado à 18ª final, mas não é isso. O Atlético atual é desfigurado, descontextualizado da realidade e depois das pelejas o que seria oportunidade para acalmar, piora o sono do galista.

Felipão chega “grandão” para as entrevistas coletivas como se andasse sobre as águas. Diz que não precisa explicar nada, afirma que futebol é só um jogo, mas esquece que este esporte o tornou referência mundial. Scolari chega sem paciência, cria um foco diferente para a falta de futebol do Galo. E desvia o olhar para discussões vazias com repórteres e torcedores.

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Para finalizar este espaço por hoje, Scolari diz não ter nada a dizer. Mas quando diz algo conta o contrário do que 90% das pessoas viram. Felipão nas coletivas lembra muito alguns doentes químicos que não admitem o seu vício, e este é o problema. Não achar o diagnóstico atrapalha a recuperação mais breve do “enfermo”.

Felipão sempre foi assim

A cultura da objetividade é diferente da falta de educação. Proteger um elenco não faz elegante dar respostas sem respostas a quem trabalha ou ama visceralmente o clube.

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“Ah, mas o Felipão sempre foi assim.”

Não importa a idade, até o último suspiro, até lá, o respeito é via de mão dupla e este tom estimulado por alguns treinadores para atacar quem os questiona não contribui em nada para esclarecer quem não assiste treinos ou rotinas de seus clubes.

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Fazemos parte também dos que erram, que muitas vezes precisam se preparar mais para perguntar, estudar mais o jogo e não estar ali só por estar. Mas, por isso mesmo, por não sermos corporativistas que desejamos que a educação não seja confundida com bajulação, até para não precisar de alguém sempre fazendo perguntas “escada” que nada contribuem.

O que precisamos entender é que o microfone na boca de um jornalista ou radialista se faz necessário não para o ego daquele profissional, mas como utilidade pública de quem consome o seu time diuturnamente, como é o atleticano.

Respeito é via de mão dupla e se foi errado até ontem ainda dá tempo de mudar. O atleticano gosta do Galo alegre, jogando futebol e não de um time desfigurado, travestido de Atlético que joga por debaixo dos tapetes os seus poréns.

Se a via do respeito e do conhecimento é mão dupla, que se qualifique o debate para quem vê e ouve não se sentir infantilizado e idiotizado neste lugar. Faremos nossa autocrítica, nossa mea-culpa nessa proposta de melhorar este lugar. Temos todos culpa pelo oco, pelo vazio que há. Espero um Felipão com mais conteúdo, que indique My way, que queira ouvir, compartilhar e trocar. Utopia? Sei lá! Mas futebol é tudo isso e muito mais.

Galo, som, sol e sal é fundamental

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