Granata não assina carta e põe em dúvida renúncia coletiva no Cruzeiro

Em nota, 2º vice do clube disse que carta de renúncia não tem assinaturas de Wagner Pires de Sá nem Hermínio Lopes, como foi divulgado pelo time

Renúncia coletiva da cúpula do Cruzeiro pode não sair

Renúncia coletiva da cúpula do Cruzeiro pode não sair

Reprodução/Twitter

O segundo vice-presidente do Cruzeiro, Ronaldo Granata não assinou a carta de renúncia ao cargo, como era esperado nesta sexta-feira (20). O dirigente divulgou uma nota oficial para, segundo ele, "esclarecer" alguns fatos. No texto, Granata afirma que as assinaturas do presidente Wagner Pires de Sá e do primeiro vice-presidente Hermínio Lopes também não constam no documento. 

Segundo Granata, na manhã desta sexta, ele enviou à sede do Cruzeiro dois advogados para obter cópia do documento de renúncia. Eles foram recebidos pelo presidente do Conselho Deliberativo, José Dalai Rocha. 

"Diversamente do noticiado, no momento da apresentação do documento não havia assinatura do Presidente e do 1ª Vice Presidente", diz Granata em nota. 

Divulgação

O 2º vice-presidente disse, ainda, que os advogados foram informados que as assinaturas de Pires de Sá e Lopes ainda serão colhidas. 

A informação destoa da entrevista concedida pelo próprio presidente do Cruzeiro à RecordTV Minas nesta sexta-feira (20). Wagner Pires de Sá disse que renuncia ao cargo "para o bem" do clube celeste

Na nota, Granata questiona, ainda, a nomeação de um Conselho de Notáveis, formado por empresários conselheiros do clube, para ele algo que vai  "em contrariedade ao previsto no Estatuto". 

"O objetivo é seguir inteiramente as previsões do Estatuto Social, bem como, evitar eventual responsabilização civil por atos passados e futuros", encerra a nota.