Violência no futebol: advogado defende mobilização de clubes na defesa dos direitos humanos
Para Andrei Kampff, ‘o direito entra em campo quando a educação não funciona’
Futebol|Do R7, com RECORD NEWS
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Seja dentro ou fora dos estádios, os casos de violência entre torcedores ou jogadores têm sido cada vez mais alvo de polêmica no mundo do futebol. Em entrevista ao Link News de terça-feira (21), o advogado especialista em direito desportivo, Andrei Kampff, relembra a confusão recente no clássico entre Palmeiras e Corinthians e explica a razão de o Timão ter levado uma maior punição.
“O clube mandante é responsável pela segurança do evento esportivo. Por isso, quando um torcedor se manifesta de maneira preconceituosa, ou há violência generalizada no estádio, o clube mandante também deve ser denunciado no STJD [Superior Tribunal de Justiça Desportiva], em casos de competições nacionais. No caso de competições estaduais, seria o Tribunal de Justiça Desportiva”, diz.
Sobre a invasão de um drone à Neo Química Arena, usado como provocação à torcida do Verdão, ele destaca a importância da conscientização das torcidas: “E isso vale para casos de racismo, homofobia, todos os atos discriminatórios do torcedor. Às vezes o clube não tem como evitar que dois ou três torcedores se manifestem de maneira preconceituosa no estádio. O clube também precisa, no meu ponto de vista, para a gente mudar essa cultura, ele também precisa ser punido”.
Segundo Kampff, “o direito entra em campo quando a educação não funciona”. Daí a necessidade de mobilizar os clubes para se entender que a proteção dos direitos humanos é algo inegociável no esporte, pontua. “Hoje, já tem documentos para isso dentro dos regulamentos privados do esporte, um caminho para se punir com rigor”, completa.
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