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Violência no futebol: advogado defende mobilização de clubes na defesa dos direitos humanos

Para Andrei Kampff, ‘o direito entra em campo quando a educação não funciona’

Futebol|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Advogado Andrei Kampff destaca o aumento da violência no futebol e a responsabilidade dos clubes em garantir a segurança nos eventos.
  • Ele menciona a recente confusão entre Palmeiras e Corinthians como exemplo de punições aplicadas de acordo com a responsabilidade do clube mandante.
  • Kampff enfatiza a importância da conscientização das torcidas em relação a atos de discriminação, como racismo e homofobia.
  • O advogado afirma que a proteção dos direitos humanos no esporte é essencial e sugere que os clubes devem ser mobilizados e responsabilizados para mudar essa cultura.

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Seja dentro ou fora dos estádios, os casos de violência entre torcedores ou jogadores têm sido cada vez mais alvo de polêmica no mundo do futebol. Em entrevista ao Link News de terça-feira (21), o advogado especialista em direito desportivo, Andrei Kampff, relembra a confusão recente no clássico entre Palmeiras e Corinthians e explica a razão de o Timão ter levado uma maior punição.

“O clube mandante é responsável pela segurança do evento esportivo. Por isso, quando um torcedor se manifesta de maneira preconceituosa, ou há violência generalizada no estádio, o clube mandante também deve ser denunciado no STJD [Superior Tribunal de Justiça Desportiva], em casos de competições nacionais. No caso de competições estaduais, seria o Tribunal de Justiça Desportiva”, diz.


Clube mandante é responsável por segurança no estádio, diz especialista Jean Carniel/Reuters - 12.04.2026

Sobre a invasão de um drone à Neo Química Arena, usado como provocação à torcida do Verdão, ele destaca a importância da conscientização das torcidas: “E isso vale para casos de racismo, homofobia, todos os atos discriminatórios do torcedor. Às vezes o clube não tem como evitar que dois ou três torcedores se manifestem de maneira preconceituosa no estádio. O clube também precisa, no meu ponto de vista, para a gente mudar essa cultura, ele também precisa ser punido”.

Segundo Kampff, “o direito entra em campo quando a educação não funciona”. Daí a necessidade de mobilizar os clubes para se entender que a proteção dos direitos humanos é algo inegociável no esporte, pontua. “Hoje, já tem documentos para isso dentro dos regulamentos privados do esporte, um caminho para se punir com rigor”, completa.

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