Veteranos rodados são artilheiros da Libertadores 2014, uma das piores da história
Competição apresentou um desempenho medíocre da maioria das equipes
Futebol|Do R7

As reclamações quanto ao nível técnico do futebol brasileiro podem ser estendidas ao sul-americano como um todo. A Copa Libertadores de 2014, encerrada nesta quarta (13) com o título do San Lorenzo, pode ser considerada uma das mais fracas de todos os tempos.
Foram poucos os bons momentos: gols escassos, jogos truncados e equipes de pouca tradição, baseadas na retranca, chegaram às fases finais da competição.
Com cinco gols, algo pouco comum na história da disputa, os artilheiros Nicólas Oliveira, do Defensor Sporting, e Julio dos Santos, do Cerro Porteño, também não podem ser comparados a grandes nomes que já desfilaram pela competição, como Spencer, Cubillas, Pedro Rocha e Pelé.
Com 36 anos, Oliveira chegou à artilharia sem que sua equipe desempenhasse um futebol de primeira linha. O uruguaio Defensor chegou às semifinais com pouca técnica e muita virilidade, bem ao estilo do futebol no país. E teve um veterano como artilheiro da competição, dando mostras de que o futebol sul-americano neste momento está carente de revelações.
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O mesmo vale para Julio dos Santos, atacante de 31 anos, que dividiu com Oliveira a artilharia. Ele atua pelo Cerro Porteño, do Paraguai, clube mais tradicional, mas que nunca chegou à final da Libertadores. A ausência do melhor jogador da competição, o argentino Ignácio Piatti, na final, por já estar negociado com o Montreal Impact, mostra também o total descaso com que vem sendo adminstrado o futebol no continente, onde a relação dos jogadores com os clubes é mantida muito mais por interesses comerciais de empresários.
Na história da Libertadores, em apenas quatro ocasiões, incluindo a última edição, o artilheiro terminou com cinco gols, o mínimo já registrado na competição. A última vez que a competição de artilheiros com cinco gols ocorreu em 2006, quando um batalhão de 14 jogadores, em que se incluíam os brasileiros Fernandão (Inter-RS), Aloísio (São Paulo) e Washington (Palmeiras), terminou com o maior número de gols.
Em 1988, Iguarán, do Millionarios (Colômbia) foi artilheiro com cinco gols, assim como Nestor Scotta, do Deportivo Cali (Colômbia) e Walter Perazzo Independiente de Santa Fé (Colômbia). Coincidência ou não, foram Libertadores de baixo nível técnico, tal qual a encerrada nesta semana, uma das piores entre todas já realizadas.















