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BRASILEIRO 2022

Veteranos rodados são artilheiros da Libertadores 2014, uma das piores da história

Competição apresentou um desempenho medíocre da maioria das equipes

Futebol|Do R7

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Defensor chegou às semifinais sem mostrar um bom futebol
Defensor chegou às semifinais sem mostrar um bom futebol

As reclamações quanto ao nível técnico do futebol brasileiro podem ser estendidas ao sul-americano como um todo. A Copa Libertadores de 2014, encerrada nesta quarta (13) com o título do San Lorenzo, pode ser considerada uma das mais fracas de todos os tempos.

Foram poucos os bons momentos: gols escassos, jogos truncados e equipes de pouca tradição, baseadas na retranca, chegaram às fases finais da competição.


Com cinco gols, algo pouco comum na história da disputa, os artilheiros Nicólas Oliveira, do Defensor Sporting, e Julio dos Santos, do Cerro Porteño, também não podem ser comparados a grandes nomes que já desfilaram pela competição, como Spencer, Cubillas, Pedro Rocha e Pelé.

Com 36 anos, Oliveira chegou à artilharia sem que sua equipe desempenhasse um futebol de primeira linha. O uruguaio Defensor chegou às semifinais com pouca técnica e muita virilidade, bem ao estilo do futebol no país. E teve um veterano como artilheiro da competição, dando mostras de que o futebol sul-americano neste momento está carente de revelações.


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O mesmo vale para Julio dos Santos, atacante de 31 anos, que dividiu com Oliveira a artilharia. Ele atua pelo Cerro Porteño, do Paraguai, clube mais tradicional, mas que nunca chegou à final da Libertadores. A ausência do melhor jogador da competição, o argentino Ignácio Piatti, na final, por já estar negociado com o Montreal Impact, mostra também o total descaso com que vem sendo adminstrado o futebol no continente, onde a relação dos jogadores com os clubes é mantida muito mais por interesses comerciais de empresários.


Na história da Libertadores, em apenas quatro ocasiões, incluindo a última edição, o artilheiro terminou com cinco gols, o mínimo já registrado na competição. A última vez que a competição de artilheiros com cinco gols ocorreu em 2006, quando um batalhão de 14 jogadores, em que se incluíam os brasileiros Fernandão (Inter-RS), Aloísio (São Paulo) e Washington (Palmeiras), terminou com o maior número de gols.

Em 1988, Iguarán, do Millionarios (Colômbia) foi artilheiro com cinco gols, assim como Nestor Scotta, do Deportivo Cali (Colômbia) e Walter Perazzo Independiente de Santa Fé (Colômbia). Coincidência ou não, foram Libertadores de baixo nível técnico, tal qual a encerrada nesta semana, uma das piores entre todas já realizadas.

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