‘Tudo no futebol é política. É negócio e é política’, diz ex-capitã da seleção do Afeganistão
Khalida Popal trabalha para que a visibilidade da Copa de 2026 se estenda ao futebol feminino e beneficie a sociedade local no México
Futebol|Do R7, com RECORD NEWS
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A Copa do Mundo 2026 está trazendo atenção global para os países-sede. No México, a ativista Khalida Popal, ex-capitã e fundadora da seleção feminina de futebol do Afeganistão, trabalha para que essa visibilidade se estenda ao futebol feminino e beneficie a sociedade local.
A ativista trabalha com organizações locais para promover aulas de futebol voltadas para crianças refugiadas e comunidades marginalizadas e luta para que haja um legado social duradouro após eventos como o Mundial masculino. “O futebol tornou-se tão comercializado que isso acabou tirando a voz dos atletas”, afirmou.

Khalida também destaca o papel político essencial para o esporte, especialmente no contexto do país, que enfrenta altos índices de feminicídio e acolhe milhares de refugiados anualmente.
“Tudo no futebol é política. É negócio e é política. O futebol, especialmente o feminino, sempre envolveu o ativismo. Mas olhar para as equipes ao redor do mundo, como a Copa do Mundo, para a disparidade salarial entre gêneros e para as grandes campanhas. Trata-se também da questão da violência. Elas são as principais protagonistas que estão levantando a voz”, diz.
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