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BRASILEIRO 2022

STJD já zombou Palmeiras em pedido de anulação de resultado

Verdão acusou arbitragem de interferência externa em gol irregular no ano da queda

Futebol|Do R7

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Barcos foi pivô da polêmica na derrota do Palmeiras para o Inter
Barcos foi pivô da polêmica na derrota do Palmeiras para o Inter

Os sucessivos pedidos de anulação de partidas na última terça-feira (18) podem até ter causado estranheza nos mais apaixonados por futebol, mas o método não é novo. Tampouco tenha surtido efeito. O Palmeiras inclusive chegou a ser praticamente satirizado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) no ano do seu segundo rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.

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Naquela oportunidade, o Palmeiras chegou a pedir a anulação da derrota crucial para o Internacional, então na 33ª rodada, no Beira-Rio. A piada estava na anulação por uma infração que seu próprio jogador cometeu. Depois de cobrança de escanteio aos 16 minutos do segundo tempo, o atacante Barcos se embolou com os zagueiros adversários e, com a mão, empurrou a bola para dentro do gol. O árbitro Francisco Carlos Nascimento em princípio validou o lance, mas foi pressionado por jogadores do Inter até que, quatro minutos depois, invalidou o gol. Nas imagens, é possível ver uma comunicação do quarto árbitro com o juiz principal.

O lance lembra o que aconteceu com o Fluminense na última quinta, no clássico contra o Flamengo. Também depois de uma bola parada, aos 39 minutos do segundo tempo, Henrique, que estaria em posição irregular, marcou. Junto com seu auxiliar, o árbitro Sandro Meira Ricci anulou o gol em primeira análise, mas voltou atrás e novamente anulou o lance em uma operação que levou 13 minutos. Durante esse período, há praticamente uma invasão de campo, inclusive, com a presença do delegado da partida.


O procurador geral do STJD, Paulo Schmitt, explicou na época que a demora na validação do gol estaria em uma dúvida dos árbitros de identificar quem de fato havia colocado a mão na bola. Daí a interferência do quatro árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima. Além disso, Schmitt chegou a dizer que “anular uma partida é um absurdo”

— O máximo que o Palmeiras deveria ter pedido era a validação do gol e não sua anulação. Esse pedido é um absurdo. Se isso acontecer tem que pegar o boné e ir embora.


O advogado do Internacional no caso, Daniel Cravo, disse ainda que o Palmeiras não respeitou procedimentos legais na hora de apresentar provas e lembrou também que outros clubes estavam interessados naquela decisão.

Apesar de toda polêmica, o resultado de campo foi mantido, o Internacional conquistou os três pontos e o Palmeiras se viu rebaixado no final daquele ano. Além do Verdão, Sport, Atlético-GO e Figueirense também caíram.

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