Senegal se recusa a entregar troféu ao Marrocos da Copa Africana e provoca: ‘Vem buscar’
Canetada da confederação causou reviravolta ao dar razão ao time da casa, que perdeu título por 1 a 0 no campo em final caótica
Futebol|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O Marrocos deve ficar sem o troféu da Copa Africana de Nações, mesmo após o Conselho de Apelações da Confederação Africana de Futebol ter concedido, no tapetão, o título aos donos da casa, em uma final marcada por uma confusão generalizada em Rabat.
Em 18 de janeiro, o Senegal venceu a final por 1 a 0 na prorrogação depois que o marroquino Brahim Díaz, que joga no Real Madrid, desperdiçou um pênalti, ao bater de cavadinha, no último minuto do tempo normal.

O secretário-geral da FSF (Federação Senegalesa de Futebol), Abdoulaye Seydou Sow, foi categórico: “A taça não vai sair do país”.
Já o zagueiro senegalês Moussa Niakhaté, que joga no Lyon, subiu o tom e provocou os marroquinos num post no Instagram: “Vem buscar. Eles estão loucos!”
O Senegal não vai desistir do título da Copa Africana de Nações sem lutar na justiça. A federação de futebol do país afirmou que vai recorrer da decisão “injusta, sem precedentes e inaceitável” que retirou a vitória da equipe na final caótica contra o Marrocos, país anfitrião.
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Senegal vai apelar
A decisão do conselho africano, na terça-feira, foi que Senegal perdeu a final por W.O. em janeiro, ao abandonar o campo. Assim, inverteu o triunfo de 1 a 0 em campo na prorrogação dos senegaleses em uma vitória por W.O. por 3 a 0 para o Marrocos.
A FSF anunciou que a decisão “desacredita o futebol africano” e que vai recorrer “o mais rápido possível” à CAS (Corte Arbitral do Esporte) em Lausanne, na Suíça, um processo que normalmente leva um ano para ser concluído.
“A FSF reafirma seu compromisso inabalável com os valores da integridade e da justiça esportiva e manterá o público informado sobre os desdobramentos deste caso”, disse a federação em comunicado.
Final caótica em Rabat
A decisão de 18 de janeiro, que envolveu as duas seleções, descambou para o caos quando os jogadores do Senegal abandonaram o campo nos acréscimos, após terem um gol anulado e o Marrocos ter um pênalti que poderia ter decidido a partida.
Houve confrontos entre jogadores rivais, enquanto torcedores do Senegal tentavam invadir o campo. O técnico do Senegal, Pape Thiaw, retirou a maioria de seus atletas de campo, mas eles retornaram após cerca de 10 minutos e a partida recomeçou.
O astro marroquino Brahim Díaz, que sofreu a penalidade, fez a cobrança de cavadinha, mandou a bola no meio do gol e o chute foi defendido por Édouard Mendy. Na sequência, o juiz apitou o fim da partida.
A CAF, em sua decisão, citou os artigos 82 e 84 do regulamento da Copa Africana de Nações. O Artigo 82 diz que se uma equipe “se recusar a jogar ou deixar o campo antes do término do tempo regulamentar da partida sem a autorização do árbitro”, ela perde o jogo e é eliminada da competição. O Artigo 84 concede a vitória por 3 a 0 à equipe adversária.
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