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BRASILEIRO 2022

Seleção quer manter invencibilidade e terminar o ano em primeiro lugar nas Eliminatórias

Sob o comando de Tite, Brasil venceu as últimas cinco partidas no torneio

Futebol|Do R7

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Paulinho e Willian durante a preparação para enfrentar o Peru
Paulinho e Willian durante a preparação para enfrentar o Peru

Manter a invencibilidade sob o comando de Tite e terminar o ano na liderança das Eliminatórias Sul-Americanas. Estes são os objetivos da seleção brasileira no confronto desta quarta-feira (16), contra o Peru, em Lima.

Desde a chegada do novo treinador, o Brasil acumulou cinco vitórias em cinco jogos, que levaram a seleção do sexto para o primeiro lugar nas eliminatórias, com 24 pontos. Foram 15 gols marcados e um sofrido.


“Temos que valorizar o trabalho que estamos fazendo”, disse o volante Paulinho. “Estamos no caminho certo e temos que fazer um grande jogo para terminar esse ano bem e na primeira colocação. Isso será muito importante”.

A seleção vem de vitória por 3 a 0 sobre a Argentina na última rodada e o Peru surpreendeu o Paraguai com goleada fora de casa por 4 a 1.


Depois dos jogos desta semana, as Eliminatórias só serão retomadas no ano que vem, e o Brasil volta a campo em março de 2017, contra o Uruguai. Os uruguaios são vice-líderes, com 23 pontos.

Paulinho, que atualmente defende o Guangzhou Evergrande, da China, disse esperar um jogo complicado em Lima. “Sabemos da dificuldade que vamos ter e acho que vai ser uma partida muito truncada”, acrescentou.


A seleção entra em campo na noite de terça-feira (madrugada de quarta pelo horário de Brasília) com Alisson no gol, Daniel Alves e Filipe Luís nas laterais e Marquinhos e Miranda na zaga. No meio de campo e ataque jogam Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto, Coutinho, Gabriel Jesus e Neymar.

Peru abre mão de 'estádio azarado' e enfrentará Brasil em arena menor


Para o confronto a seleção peruana aposta em sua nova casa, o estádio Nacional. Remodelada há cinco anos, a arena não é a maior da capital, mas passou a ser utilizada nos jogos em que o país é mandante devido à fama de “azarado” entre os torcedores que recaiu sobre o Monumental de Lima, antiga casa do selecionado peruano.

Com lotação máxima para 50 mil torcedores, o estádio Nacional tem capacidade 60% menor que a do Monumental, que é quatro décadas mais novo e considerado um dos 50 melhores estádios do mundo. A magnitude da arena e a possibilidade de faturar alto no jogo contra o Brasil - vale lembrar que o Peru eliminou a seleção na Copa América Centenário, em junho -, contudo, não foram capazes de levar o confronto desta semana para lá. E é bem provável que nenhuma partida destas Eliminatórias seja disputada no Monumental.

Isso porque o retrospecto negativo de um passado não muito distante ainda pesa para os peruanos. No Monumental, a seleção do Peru mandou 15 partidas de Eliminatórias das Copas de 2002, 2006 e 2010 e o desempenho foi pífio. Os peruanos venceram apenas três partidas no local, empataram sete e perderam cinco.

Nestas Eliminatórias, a campanha dos peruanos no estádio Nacional é irregular, mas superior ao desempenho no Monumental, com oito pontos conquistados em 15 disputados. Foram duas vitórias, dois empates e uma derrota.

Décadas antes da reforma, o estádio ficou marcado por ter sido palco da maior tragédia já registrada em um estádio de futebol. Em 1964, Peru e Argentina se enfrentavam no torneio que classificava para os Jogos Olímpicos daquele ano, quando uma confusão se formou nas arquibancadas após a anulação de um gol dos peruanos. O tumulto resultou na morte de 318 pessoas. A maioria morreu após ser pisoteada ou esmagada durante a confusão.

Depois da reforma, o estádio se transformou em um dos mais modernos da América do Sul. Em 2019, será palco das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos.

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