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Noriega: Seleção precisa jogar mais no Brasil para recuperar imagem desgastada

Amistosos contra Austrália e Índia são pesadelo de logística e pouco acrescentam; seria melhor jogar para o público brasileiro

Seleção brasileira|Maurício Noriega, especial para o R7*

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Seleção Brasileira está jogando amistosos fora do Brasil, o que não ajuda a reconectar com a torcida local.
  • Os jogos contra Austrália e Índia são logisticamente complicados e pouco acrescentam para a imagem da Seleção.
  • Há uma crítica à escolha de adversários considerados mais fracos, visando possíveis goleadas para melhorar a imagem pós-Copa.
  • Jogar no Brasil, contra seleções vizinhas, poderia reduzir o desgaste físico dos jogadores e beneficiar os clubes locais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O capítulo “amistosos da Seleção Brasileira de Futebol” é uma enorme e enfadonha minissérie de mistérios Jono Searle/AAP Image via Reuters - 25.09.2026

A Seleção Brasileira está de volta à ativa após o fiasco da Copa do Mundo. Pelo jeito, a CBF optou por retornar sem alarde, de forma meio escondida, longe do Brasil e da torcida.

A minissérie “Ancelotti 2, a Missão”, começou com quase nada de atraente. Fria, distante, sem conexão com o público. Muito do que tem sido a realidade da Seleção Brasileira nos últimos tempos.

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Sei que há um pesadelo de logística para marcar amistosos do time brasileiro. As melhores seleções europeias estão em plena disputa da Liga das Nações, muitos adversários preferem não enfrentar o Brasil e alguns rivais em potencial têm calendários estabelecidos.

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A justificativa pela Austrália, segundo o diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, foi pelo fato de os australianos terem feito uma boa Copa. Agora, jogar duas vezes contra eles e depois emendar, com todo o respeito, com a poderosa Índia? Acrescenta o quê? Além de uma viagem de mais de 24 horas para ir e voltar no que se refere aos jogadores que atuam no futebol brasileiro.

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Não seria melhor fazer amistosos aqui pelo Brasil mesmo, ou contra seleções de países vizinhos? Talvez enfrentar a boa seleção dos Estados Unidos, como fez o Peru. Ou até mesmo jogar contra Colômbia ou México.

Tenho para mim que lá no fundinho há um raciocínio mesquinho da CBF. Pegar duas babas logo após a Copa para encaixar goleadas e iniciar o projeto Copa de 2030 em alta. Faltou combinar com a Austrália, que empatou o primeiro amistoso e gerou ainda mais incerteza sobre o Brasil.

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Repito: entendo o pesadelo logístico. Mas me permito seguir pensando que a Seleção Brasileira precisa jogar mais no Brasil e pelo Brasil para recuperar sua imagem bastante desgastada junto ao torcedor local.

Quando a etapa prevê testes e o uso de muitos atletas que disputam o Brasileirão, seria melhor para os próprios atletas e clubes envolvidos. Reduziria desgaste físico e prejudicaria menos os times que têm enormes preocupações com título ou rebaixamento.

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Mas o capítulo “amistosos da Seleção Brasileira de Futebol” é uma enorme e enfadonha minissérie de mistérios que ainda terá muitos capítulos difíceis de entender.

*Maurício Noriega é comentarista esportivo da RECORD.

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