Ancelotti diz que crítica ‘afeta zero’ a ideia que ele tem para o futuro da seleção
Treinador afirma que prioridade é encontrar ou formar nova geração de jogadores
Lance|Do R7

O técnico Carlo Ancelotti disse nesta segunda-feira (29), véspera do segundo amistoso com a Austrália, que sempre recebeu críticas pelo trabalho como técnico, e que por isso não deixa que elas interfiram no projeto que desenvolve na seleção brasileira. Ancelotti reconheceu a necessidade de o Brasil buscar vitórias convincentes e disse que “pode ser que os 26 convocados não sejam os melhores”, mas ressaltou que a prioridade é construir uma nova geração de jogadores para a equipe.
— A crítica ao meu trabalho sempre existiu e sempre vai existir. Esta crítica não afeta a ideia que eu tenho para o futuro desta geração, destes jogadores. Quanto a crítica pode afetar em porcentagem a ideia que eu tenho do futuro? Zero — sentenciou Ancelotti, em entrevista coletiva concedida em Brisbane.
O treinador da seleção brasileira declarou que a comissão técnica trabalha para que o Brasil “seja protagonista”, mas reiterou que isso não é o principal no momento; a ideia é ter um time formado para as competições deste novo ciclo, como a Copa América de 2028 e o Mundial de 2030.
— A prioridade agora é buscar ou construir uma nova geração de futebolistas que possam acompanhar a seleção no próximo futuro, que é a Copa América e a Copa do Mundo. Essa é a prioridade. Pode ser que hoje os 26 não sejam os melhores, mas algo temos que fazer.
Assim como dissera em outros dois momentos, Ancelotti reforçou a intenção de convocar e dar espaços a atletas mesmo que eles venham tendo pouco espaço nos clubes.
— Temos que acompanhar os jovens que podem representar o futuro, acompanhá-los de perto. Há um ano, um jogador que não jogava não era chamado. Agora, um jogador que não joga no clube, mas que pensamos que é bom para o futuro da Seleção, eu vou chamar.
Outros trechos da entrevista de Carlo Ancelotti na véspera de Austrália X Brasil
Mentalidade nos amistosos
— Ninguém, da comissão ou dos jogadores, pensamos que vamos jogar amistoso. Vamos jogar um jogo que representa um país muito importante para o futebol, que é o Brasil, uma camiseta que pesa muito. Para nós, não temos amistoso. Para nós, uma partida da Copa do Mundo, uma partida contra a Austrália, é igual. Representamos a melhor seleção da história do futebol.
Seleção brasileira protagonista
— Estamos trabalhando para isso, para que a seleção brasileira seja protagonista. A expectativa da comissão da seleção brasileira é muito alta.
Esquema com mais jogadores no meio-campo
— Controlar a transição é muito, muito importante. No jogo contra a Austrália, eu acho que ela não teve a oportunidade de fazer contra-ataque. Também jogando com quatro (atacantes), significa que a equipe estava equilibrada. Pode ser que você tenha mais equilíbrio com três, mas pode ser também que com três você tenha mais dificuldade de criar oportunidade. Tivemos muitas oportunidades contra a Austrália, depois não finalizamos bem, não tivemos um acerto na finalização. Depende, mas o controle da transição, sobretudo quando você joga contra uma equipe que aproveita muito a defesa e o contra-ataque, é muito, muito importante.













