Futebol Se jogar no Mundial, Endrick repetirá feito de Pelé e Maradona

Se jogar no Mundial, Endrick repetirá feito de Pelé e Maradona

Lendas do futebol defenderam seus clubes sem ter 16 anos completos. Palmeiras tem até segunda (24) para enviar a lista final

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Endrick não apareceu na pré-lista do Palmeiras para o Mundial

Endrick não apareceu na pré-lista do Palmeiras para o Mundial

Roberto Zacarias/ Divulgação Palmeiras

Joia do Palmeiras e um dos destaques da Copinha, o atacante Endrick, de apenas 15 anos, pode entrar para um seleto grupo de jogadores que tiveram estreia precoce como profissionais antes de completar os 16.

Mas isso depende de duas coisas: que ele esteja entre os 23 inscritos pelo Verdão na disputa do Mundial de Clubes em fevereiro e, claro, que entre em campo no torneio disputado nos Emirados Árabes.

Na pré-lista enviada à Fifa, ele não aparece entre os 34 nomes escolhidos por Abel Ferreira, diminuindo ainda mais a chance de estar entre os 23 que representarão o clube paulista na disputa. O prazo final para o envio é segunda-feira (24).

Se conseguir a proeza de jogar o Mundial, Endrick repetirá algo feito por nomes como Pelé e Maradona. Nem Neymar, camisa 10 da Seleção Brasileira nas últimas Copas, estreou tão cedo.

O hoje craque do PSG, da França, chegou a jogar a Copinha pelo Santos com os mesmos 15 anos do palmeirense, mas só fez sua estreia no time principal no Paulistão de 2009, aos 17 anos, na vitória de 2 a 1 contra o Oeste no dia 7 de março, no Pacaembu. O primeiro técnico a escalar Neymar foi Vagner Mancini, então comandante do Peixe.

Atualmente, tanto CBF (Confederação Brasileira de Futebol) quanto a FPF (Federação Paulista de Futebol) permitem que estejam em campo apenas jogadores com contrato profissional assinado, ou seja, com 16 anos completos.

Com isso, a única chance de Endrick estrear no time principal do Palmeiras antes dos 16 é ser inscrito e entrar em campo pelo Mundial, uma competição organizada pela Fifa. O jovem atacante alviverde faz aniversário em 21 de julho.

Sem o centroavante desejado por Abel Ferreira e sem contar com Luiz Adriano e Borja, a jovem promessa da Academia pode ser uma solução para o ataque. Além de nomes já conhecidos, como Dudu, Rony e Deyverson, o setor ganhou o reforço recente de Rafael Navarro, ex-Botafogo.

Gênios da camisa 10
Campeão do mundo com a Seleção em 1958 antes de completar 18 anos, Pelé debutou no Santos quando ainda tinha 15. Em setembro de 1956 ele entrou em campo e anotou um gol na vitória santista contra o Corinthians de Santo André por 7 a 1.

Diego Armando Maradona fez sua estreia com 15 anos vindo do banco de reservas do Argentinos Jrs contra o Talleres, de Córdoba, em duelo válido pelo Campeonato Argentino de 1976. A partida acabou 1 a 0 para o time adversário, que já vencia quando Dieguito entrou com a camisa 16.

Ainda mais cedo
Companheiro de Pelé no Santos, Coutinho foi além. A lenda do Peixe estreou no time profissional em 17 de maio de 1958, ainda com 14 anos de idade. O jogo foi em Goiânia, contra o Sírio Libanês FC e, coincidentemente, terminou com placar idêntico ao da estreia do Rei: vitória de 7 a 1 para o Santos – com um gol de Coutinho.


Outros talentos precoces
Mais um argentino que fez seu primeiro jogo profissional com 15 anos foi Kun Aguero. Ele entrou em campo pela primeira vez com a camisa do Independiente diante do San Lorenzo, também pelo Campeonato Argentino.

Freddy Adu foi ainda mais precoce. O atacante que nasceu em Gana e se naturalizou americano, debutou aos 14 anos pelo DC United, em 2004, pela MLS (Major League Soccer). Chegou a receber o ousado apelido de “Novo Pelé”, mas a qualidade que apresentava com tão pouca idade, no entanto, não foi apresentada no restante de sua carreira. Em 2013, chegou a jogar pelo Bahia.

Mais novo
Dificilmente o recorde de jogador de futebol mais jovem a fazer sua estreia como profissional sairá das mãos (ou dos pés) de Mauricio Baldivieso.

Em julho de 2009, pelo Campeonato Boliviano, o garoto saiu do banco de reservas do Aurora para encarar o La Paz e entrar para a história do esporte com apenas 12 anos. A iniciativa partiu do técnico do time, Julio César Baldivieso, pai do garoto.

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