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São Paulo trocou 16 vezes de técnico em oito anos, e Ceni é o único que durou mais de 16 meses

Tricolor paulista anunciou o desligamento de Rogério Ceni nesta quarta-feira (19), mesmo após a vitória por 2 a 0 na Sul-Americana

Futebol|Ana Luiza Pêgo, do R7*

Rogério Ceni foi demitido depois de 107 jogos no comando do Tricolor
Rogério Ceni foi demitido depois de 107 jogos no comando do Tricolor Rogério Ceni foi demitido depois de 107 jogos no comando do Tricolor

Rogério Ceni foi demitido do São Paulo na tarde desta quarta-feira (19). O ídolo tricolor chegou ao clube pela segunda vez como treinador em outubro de 2021, para substituir Hernán Crespo e livrar o clube de um possível rebaixamento no Brasileiro. Com a missão cumprida, o ex-goleiro permaneceu no cargo e chegou à final do Paulistão 2022.

Trocas de técnicos não são incomuns no futebol brasileiro, porém parece que o São Paulo leva esse costume a sério demais. Desde a saída de Muricy Ramalho, que deixou o comando do Tricolor em 2015, Ceni é o 15º treinador a assumir o clube e a 16ª contratação para o cargo — sem contar que ele teve duas passagens pelo clube do Morumbi nesse período. 

A esteira de treinadores do São Paulo

Ídolo da torcida são-paulina, Muricy deixou o cargo em abril de 2015, e Juan Carlos Osorio comandou o São Paulo até o fim daquele ano. Osorio deixou o Tricolor depois de 28 partidas, em outubro, ao receber um convite para comandar a seleção do México. No total, foram 12 vitórias, sete empates e nove derrotas, que somaram um aproveitamento de 51%.

Doriva assumiu o lugar de Osorio e ficou no comando do Tricolor por cerca de um mês. O treinador saiu da Ponte Preta e assinou com o São Paulo até o fim de 2016. A missão do técnico era levar a equipe até a Libertadores de 2016, porém, em novembro, ele já não estava mais no comando do clube. O interino Milton Cruz herdou o cargo e conseguiu uma vaga na pré-Libertadores para o SPFC.

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Bicampeão da Liberta, Edgardo Bauza chegou ao São Paulo no fim de 2015, com moral e apoio da torcida. Já no Paulistão, o treinador viu o Tricolor cair nas quartas de final contra o Osasco Audax. No Brasileirão, a campanha são-paulina também não empolgou. No entanto, na Libertadores, competição de maior tradição do argentino, o São Paulo chegou até a semifinal. O treinador foi demitido em agosto de 2016, depois de 17 triunfos, 13 empates e 17 derrotas em partidas oficiais.

Depois de Bauza, o Tricolor passou por um período de quatro meses em que teve três treinadores. André Jardine comandou o São Paulo interinamente por uma semana, em agosto de 2016; Ricardo Gomes treinou a equipe por três meses no fim do mesmo ano e terminou a passagem pelo clube com 18 partidas, sendo seis vitórias, cinco empates e sete derrotas; e Pintado assumiu como interino após a demissão de Gomes.

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Para assumir o lugar de Pintado, que era treinador interino, a escolha parecia óbvia para os torcedores e a diretoria: Rogério Ceni, que voltava de um período como auxiliar da seleção brasileira. O ídolo tricolor foi anunciado em 24 de novembro de 2016, e o vínculo duraria até o fim de 2018. A primeira passagem não teve grandes resultados, e o ex-goleiro terminou com 37 jogos, tendo conquistado 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas.

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E, assim como parece que vai acontecer na demissão mais recente de Rogério Ceni, Dorival Júnior foi o escolhido para assumir o cargo do ídolo tricolor. Dorival treinou o São Paulo entre a metade de 2017 e o começo de 2018. O técnico foi responsável pela campanha que livrou o clube do rebaixamento naquele ano. No total, foram 40 jogos pelo São Paulo, com 17 vitórias, 11 empates e 12 derrotas.

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Diego Aguirre assumiu o lugar de Dorival em março de 2018 e deixou o cargo em novembro do mesmo ano. O uruguaio foi demitido depois de um empate com o Corinthians no Campeonato Brasileiro. Aguirre terminou a passagem com 19 vitórias, 15 empates e nove derrotas, além de 52 gols marcados e 36 sofridos.

Demitido depois da eliminação precoce na Libertadores, André Jardine voltou para o São Paulo para assumir o lugar de Aguirre. O treinador, que registrou o vexame Tricolor diante do Talleres, terminou a segunda passagem pelo clube com 19 partidas, que somaram sete vitórias, dois empates e nove derrotas, despedindo-se com um aproveitamento de apenas 36,8%.

Logo após a demissão de Jardine, o São Paulo fechou um acordo com Vagner Mancini, que assumiria interinamente, e Cuca, que seria o treinador oficial do clube na temporada. Por recomendações médicas, Cuca só poderia assumir o Tricolor em abril (de 2019), então o próprio treinador sugeriu que Mancini fosse remanejado como técnico nesse período.

Cuca, porém, durou apenas oito meses no cargo, e Fernando Diniz foi escolhido para substituir o treinador. No comando do Tricolor por 74 jogos, Diniz registrou 34 vitórias, 20 empates e 20 derrotas. O técnico deixou o Morumbi em fevereiro de 2021 e foi um dos mais longevos da história recente do clube.

Depois da demissão de Diniz, Marcos Vizzoli assumiu interinamente o comando do São Paulo. Mas a passagem do treinador durou pouco, até que Hernán Crespo foi contratado. Sob o comando do argentino, depois de dezesseis anos o Tricolor voltou a vencer um Campeonato Paulista. No total, foram 53 partidas, com 24 vitórias, 19 empates e dez derrotas.

Finalmente, depois de Crespo, Rogério Ceni voltou ao comando Tricolor. Em outubro de 2021, depois de passagens vitoriosas no Fortaleza e no Flamengo, o ídolo do São Paulo voltava para o Morumbi com mais experiência e títulos na bagagem. A segunda passagem do ex-goleiro foi mais longa, com 107 jogos, sendo 50 vitórias, 28 empates e 29 derrotas.

A demissão

O anúncio da demissão de Rogério Ceni foi feito nas redes sociais oficiais do time da capital paulista. Em nota, o clube também comunicou a saída dos auxiliares Charles Hembert, Leandro Macagnan e Nelson Simões e do preparador Danilo Augusto. 

"O Clube agradece aos profissionais pela dedicação de todos durante o período de quase 18 meses de trabalho nesta passagem que trouxe dois vice-campeonatos como resultados esportivos mais relevantes", escreveu o São Paulo na nota de demissão. O clube fez questão de agradecer o trabalho desempenhado pelo treinador e pela comissão técnica e garantiu que o treinador e ídolo é sempre bem-vindo no Tricolor.

"O São Paulo Futebol Clube destaca que está sempre de portas abertas para o ídolo Rogério Ceni, embora os caminhos profissionais sigam direções diferentes no momento", concluiu o Tricolor no comunicado oficial.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Carla Canteras

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