SAFiel: ‘versão 2.0′ do projeto é enviada à diretoria do Corinthians
Em entrevista à RECORD NEWS, Eduardo Salusse, um dos idealizadores, comenta os próximos passos da proposta
Futebol|Do R7, com RECORD NEWS
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Uma nova carta de intenções foi apresentada pelo projeto SAFiel ao Corinthians. A ideia é criar uma SAF administrada junto aos próprios torcedores do Timão. Nas palavras de Eduardo Salusse, advogado e um dos idealizadores, a proposta mais recente é uma “versão 2.0”, com melhorias decorrentes de conversas e das críticas que o projeto original recebeu.
“Nós democratizamos ainda mais a forma de votação para a eleição do Conselho de Administração. Nós colocamos uma cláusula de proteção de reversibilidade na hipótese de tragédia financeira ou tragédia desportiva. Nós implementamos uma série de medidas que visaram atribuir maior segurança para que tanto o torcedor investidor quanto os associados do Parque São Jorge tivessem condição de aderir ao projeto com maior tranquilidade”, diz em entrevista ao programa Link News desta quarta (10).

A proposta tem duração de 60 dias. O advogado chama a atenção para a situação financeira preocupante do clube, cuja dívida cresce cerca de R$ 1,2 milhão por dia. No total, já são R$ 3 bilhões devidos pelo Corinthians. Segundo ele, “algo que sufoca o Corinthians, obriga a vender jogadores importantes para poder pagar dívidas e não para reinvestir em novos jogadores. Isso vai acabar mais cedo ou mais tarde refletindo no desempenho do time, portanto em menores receitas e um ciclo completamente destrutivo, o que nós queremos evitar”.
Para demonstrar à diretoria do clube o interesse dos torcedores pelo projeto, a SAFiel organizou um abaixo-assinado virtual. Segundo Salusse, a iniciativa conta com um apoio público superior a 90%. “E o que a gente quer demonstrar é o que sempre dissemos. Esse projeto não é do Eduardo Salusse, do Carlos Teixeira, do Mauricio Chamath, do Rodrigo Torinasa; o nosso grupo tem cerca de 15 pessoas. É o projeto da torcida corintiana”, destaca o idealizador.
“Nós não temos nenhum interesse financeiro, nenhum interesse econômico. [...] Nós queremos mostrar que a torcida realmente está preocupada, está engajada e quer ter a oportunidade de fazer com que o projeto represente uma saída sustentável, um avanço para o futuro, fazendo com que o Corinthians adquira controles e características de clube-empresa com governança”, mas sem perder as características do próprio clube, completa.
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