Quem foi Jorge Messi e por que ele foi tão importante para o sucesso na carreira de seu filho
Sua presença nos bastidores foi fundamental para transformar Lionel Messi em um ídolo mundial, tanto dentro como fora dos gramados
Futebol|Do R7
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Jorge Horácio Messi, pai de Lionel Messi, morreu na última sexta-feira (7), aos 68 anos, em uma clínica na cidade de Rosário, na Argentina.
Nascido em Rosário em 1958, Jorge foi muito mais do que o pai de Lionel Messi: foi mentor, empresário e guardião da maior estrela do futebol argentino.
De origem humilde, trabalhou como supervisor em uma siderúrgica antes de se dedicar integralmente à carreira do filho, que começou a despontar ainda criança nos campos do bairro.
No começo de tudo, era ele quem o treinava, no Abanderado Grandoli, clube amador de Rosário. Quando o jovem Lionel foi diagnosticado com deficiência de hormônio do crescimento, foi Jorge quem buscou todas as alternativas possíveis até encontrar o tratamento, que só pôde ser viabilizado com a ajuda do Barcelona.
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Em 2000, Jorge acompanhou o filho à Catalunha e esteve presente na assinatura do primeiro contrato com o Barça, feito de forma improvisada em um guardanapo.
Por causa de Jorge, Lionel é argentino: foi ele que, em meio ao assédio para que Messi se naturalizasse espanhol, editou um vídeo com os melhores lances do filho e enviou à AFA.
Ao longo dos anos, Jorge assumiu a gestão dos negócios do craque, negociando contratos milionários com marcas globais como Adidas, Mastercard e Apple, além de investir em clubes como o UE Cornellà, na Espanha, e o LSM, no Uruguai, em parceria com Luis Suárez.
Sob sua administração, a fortuna de Messi saltou de 11,9 milhões de dólares em 2008 para 1,1 bilhão em 2026, segundo a Forbes.
Nem tudo, porém, foi um mar de rosas. Jorge e Lionel enfrentaram acusações de fraude fiscal em 2016, foram condenados e a pena foi convertida em multa.
Em 2019, ambos foram investigados por suposta lavagem de dinheiro na Fundação Leo Messi, mas o caso foi arquivado.
Apesar dos episódios, Jorge manteve-se como figura discreta e protetora, sempre ao lado do filho.
Como o próprio Jorge costumava dizer, o maior orgulho não era o sucesso esportivo ou financeiro, mas “quem o Leo é como pessoa”.
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