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Quem era Kevin Keegan, ídolo inglês e vencedor da Bola de Ouro, que morreu aos 75 anos

Ex-jogador enfrentava um câncer em estágio 4, considerado o mais avançado da doença

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Kevin Keegan, ídolo do futebol inglês, morreu aos 75 anos devido a um câncer em estágio avançado.
  • Keegan foi um atacante de destaque no Liverpool, onde conquistou nove títulos, incluindo a Copa dos Campeões da Europa de 1977.
  • No Hamburgo, Keegan alcançou o auge de sua carreira, vencendo a Bola de Ouro em 1978 e 1979.
  • Após sua carreira como jogador, Keegan tornou-se treinador, tendo passagens por clubes como Newcastle, Fulham e Manchester City, além de comandar a seleção inglesa.

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Kevin Keegan comandou a seleção da Inglaterra entre 1999 e 2000 Reprodução/Instagram/@england

Kevin Keegan, um dos maiores nomes da história do futebol inglês, morreu nesta segunda-feira (20), aos 75 anos. Ídolo de clubes como Liverpool, Hamburgo e Newcastle, o ex-atacante conquistou duas vezes a Bola de Ouro: em 1978 e 1979.

A morte de Keegan foi confirmada pela família, que informou que o ex-jogador enfrentava um câncer. Ele havia revelado no início de janeiro que estava em tratamento contra a doença.


Em junho, Keegan voltou a se manifestar sobre o quadro e informou que a doença estava no estágio 4, o mais avançado. Segundo os familiares, o ídolo inglês passou seus últimos momentos ao lado da mulher e das filhas.

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“É com imensa tristeza que anunciamos o falecimento de Kevin Keegan, aos 75 anos. Kevin lutava contra o câncer e estava cercado por sua mulher e filhas em seus momentos finais. Vencedor de duas Bolas de Ouro, Kevin era um marido, pai e avô muito amado. A família gostaria de agradecer à incrível equipe médica de Kevin por todo o apoio. Este é um momento extremamente difícil e eles pedem espaço e privacidade”, informou o comunicado.


Nascido em Armthorpe, na Inglaterra, em 14 de fevereiro de 1951, Joseph Kevin Keegan iniciou a carreira profissional no Scunthorpe United antes de chamar atenção do Liverpool. Contratado pelo clube em 1971, aos 20 anos, rapidamente se tornou uma das principais referências ofensivas da equipe e ajudou a construir um dos períodos mais vitoriosos da história dos Reds.

Lá, disputou 323 partidas, marcou 100 gols e conquistou nove títulos. Entre eles estavam três Campeonatos Ingleses e a Copa dos Campeões da Europa de 1977, a primeira conquista continental da história do clube. Com velocidade, habilidade e muita personalidade, o atacante virou um dos grandes símbolos da equipe na década de 1970.


Em 1977, após seis temporadas em Anfield, Keegan se transferiu para o Hamburgo, da Alemanha. Foi no futebol alemão que alcançou o auge individual da carreira. Pelo clube, recebeu a Bola de Ouro em duas temporadas consecutivas, 1978 e 1979, entrando para um grupo restrito de jogadores ingleses que conquistaram a premiação, ao lado de Stanley Matthews, Bobby Charlton e Michael Owen.

Depois da passagem pelo Hamburgo, o atacante retornou à Inglaterra para defender o Southampton e o Newcastle. A sua relação com os Magpies viria a se tornar ainda mais forte anos depois, quando retornou à equipe como treinador.


Já pela seleção inglesa, Keegan disputou 63 partidas, marcou 21 gols e chegou a usar a braçadeira de capitão. Na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, era apontado como a principal estrela da equipe, mas uma lesão limitou sua participação no torneio. Ele entrou apenas nos minutos finais do empate por 0 a 0 contra a Espanha, resultado que acabou favorecendo a Alemanha Ocidental na disputa por uma vaga na semifinal. Na partida, ainda teve uma grande oportunidade de marcar, mas cabeceou para fora após cruzamento de Bryan Robson.

Depois de encerrar a carreira como jogador, Keegan permaneceu no futebol como treinador. Voltou para o Newcastle na nova função e, entre 1992 e 1997, comandou a equipe em uma fase de crescimento, ajudando a transformar o clube em uma das forças do futebol inglês na década de 1990.

Depois, treinou o Fulham e o Manchester City, além de assumir a seleção inglesa em 1999. No comando da Inglaterra, participou da Eurocopa de 2000. Ele renunciou ao cargo no mesmo ano, após uma derrota para Alemanha no estádio de Wembley. Ao todo, venceu 18 partidas à frente da equipe.

A morte do ex-atacante gerou homenagens de clubes que fizeram parte de sua trajetória. O Liverpool destacou a importância de Keegan para a história do clube, enquanto o Hamburgo destacou que o “futebol mundial perde uma de suas personalidades mais marcante”.

O Newcastle, por sua vez, também ressaltou a ligação do ídolo com a torcida e afirmou que ele representava muito mais do que um atleta ou treinador.

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