Que o Fla não seja o Al-Hilal de seu adversário na final do Mundial

Com marcação implacável e contra-ataque veloz, time árabe começou dominando, fez o gol mas 'abriu o bico' no segundo tempo e permitiu virada 

Com gol, assistência e jogada do terceiro, B. Henrique foi novamente destaque

Com gol, assistência e jogada do terceiro, B. Henrique foi novamente destaque

Kai Pfaffenbach/Reuters - 17.12.2019

Flamengo três, Al-Hilal, da Arábia Saudita, um.

O rubro-negro está classificado para a final do Mundial de Clubes 2019, no Qatar, no próximo sábado (21), contra o vencedor de Monterrey, do México, e Liverpool, da Inglaterra.

E que, na final, o Flamengo não seja o Al-Hilal de seu adversário na final, seja ele o Monterrey ou do Liverpool.

Com aplicação e disciplina tática, o time árabe iniciou a partida apertando o Flamengo em seu próprio campo com linhas de marcação muito próximas e um contra-ataque extremamente veloz.

O técnico do time árabe, Razvan Lucescu, passou a nítida impressão de ter feito o dever de casa, ou seja, estudado cuidadosamente o Flamengo nas últimas partidas desse ano.

E o trabalho começou rendendo frutos ao time árabe: aos 17 da etapa inicial, o italiano Giovinco tocou a bola para o lateral Al-Buryak na direita. Al-Buryak cruzou rasteiro Al-Dawsari chutou de frente, livre, dentro da área. A bola desviou em no espanhol Mari e enganou completamente o goleiro Diego Alves, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu impedir o gol. Al-Hilal 1 a 0.

A partir daí, no primeiro tempo, uma curiosidade: apesar de ser um time teoricamente menos potente, o Al-Hilal esteve muito mais perto do segundo gol, na primeira etapa, do que o rubro-negro do empate.

Para a etapa final, havia a desconfiança de que, a exemplo do River na final da Libertadores, o Al-Hilal não aguentaria marcar o Flamengo a partida toda naquele nível de perfeição.

E a desconfiança se tornou realidade. Mais uma vez, o Flamengo, que havia tido 56% de posse de bola contra 44% do adversário, chegou à etapa final muito mais inteiro do que o rival.

Logo aos três minutos da etapa final, De Arrascaeta empatou após uma bela tabela com Bruno Henrique, mais uma vez o nome do jogo.

Aos 32, Bruno Henrique vira a partida escorando um cruzamento de Rafinha, que recebera ótimo passe de Diego, substituto de Gerson.

Quatro minutos depois, Diego tocou para Bruno Henrique, que procurou Gabigol para a finalização, mas, na correria, o Al-Bulayhi tocou contra o patrimônio. Flamengo 3 a 1 e passaporte para a final carimbado.

O Flamengo precisará  se cuidar ao extremo para não ser o Al-Hilal do Liverpool, se o time inglês cumprir o que todos esperam, ou seja, vencer o Monterrey e chegar à final.

Explica-se: o time brasileiro não poderá cadenciar demais a partida no início contra o melhor time titular do mundo, pois isso tem tudo para transformar o jogo em uma espera do sucesso inglês no jogo.

Por outro lado, também não pode exagerar no desgaste da procura de uma marcação implacável desde o início, porque essa tática tem mostrado que a equipe adepta dessa iniciativa perde o fôlego bem antes do final e, aí, vira o que foram River e, nesta terça-feira (17), o melhor time árabe para o rubro-negro.

Que no sábado (21) o Flamengo não seja o Al-Hilal do Liverpool.

Tomara que encontre a dose certa para propor uma partida equilibrada e, aí, os amantes do futebol terão uma bela decisão diante dos olhos.

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