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Presidente do Mogi Mirim, Rivaldo classifica fórmula do Paulistão de “estranha”

Melhor do mundo em 1999 ainda não sabe se continua no futebol no próximo semestre

Futebol|Carolina Canossa, do R7

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Rivaldo pode ser dirigente e jogador do Mogi no Paulistão 2014
Rivaldo pode ser dirigente e jogador do Mogi no Paulistão 2014 SERGIO BARZAGHI

Quatro grupos de cinco times, onde cada equipe enfrenta os adversários das chaves que não integra. Classificam-se para as quartas de final os dois melhores de cada grupo e são rebaixados os quatro times com as piores pontuações da classificação geral. Ficou confuso? Pois é, este é o regulamento do Campeonato Paulista 2014, que agradou pouca gente. Entre os que não ficaram satisfeitos com a fórmula está o pentacampeão Rivaldo, que atualmente ocupa o cargo de presidente do Mogi Mirim.

Para o melhor jogador do mundo de 1999, o jeito será se adaptar:


- Essa fórmula que foi feita nesse Campeonato Paulista é estranha, mas temos que encarar com responsabilidade (...) A gente sabe que é difícil a maneira como se joga esse torneio. Mesmo na última edição já era ruim, pois só havia jogos de ida. Tem que ter ida e volta que é melhor para qualquer clube.

Questionado sobre a proposta do Bom Senso FC de diminuir os Estaduais para apenas sete datas, dando a eles o formato da Copa do Mundo, Rivaldo disse entender que o excesso de jogos gera um desgaste nos atletas que “vem jogando sempre”, mas pediu que os clubes mais modestos não fiquem esquecidos:


- O ideal é jogar um campeonato como o Brasileiro. Quanto mais jogos melhor para um time considerado pequeno, como é o caso do Mogi Mirim, até porque time pequeno sempre tem o lado de não ser rebaixado

Jogador ou ex-jogador?


Aos 41 anos, Rivaldo ainda não sabe dizer se é um jogador ou um ex-jogador de futebol. Este ano, ele chegou a vestir a camisa do São Caetano, mas um problema no menisco do joelho direito o fez atuar pouco e o contrato acabou rescindido. Esta semana, ele deve se submeter a exames para saber se precisará passar por uma cirurgia. Dependendo do que os médicos lhe disserem, ele faz sua escolha: ou encerra a carreira ou será um dirigente –jogador do Mogi no próximo Paulistão:

- Quero fazer esse exame para saber se ainda posso jogar um pouquinho ainda pelo Mogi Mirim. É isso o que vai dizer se vou parar ou não. Se tiver que parar, estarei feliz da vida e vou agradecer a Deus pela chance de ter jogado futebol. Até o final do ano, todos vão saber.


O pernambucano destacou o fato de esse ser o primeiro grande problema físico de sua carreira:

- Vontade de jogar o Paulistão eu tenho, mas tudo depende. Muitas pessoas tem vontade de fazer muitas coisas, mas no futebol depende muito de como se está fisicamente. Tentei fazer de tudo no São Caetano, mas as dores eram insuportáveis. Agora eu entendi porque muitos jogadores param, pois até então nunca tinha sentido dores a ponto de pensar em parar

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