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BRASILEIRO 2022

Pré-temporada dos árbitros tem concentração, treinos e aula teórica

Juízes e bandeirinhas que irão atuar no Paulistão passaram uma semana em resort para aprimorar técnica; árbitro de vídeo será novidade na competição

Futebol|Carla Canteras, do R7

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Árbitros fizeram exercícios físicos durante pré-temporada
Árbitros fizeram exercícios físicos durante pré-temporada

Neste sábado às 16h30, na partida entre Ponte Preta e Oeste, em Campinas, quando Douglas Marques apitar pela primeira vez no Paulistão não pense que só os jogadores tiveram de fazer preparação especial e pré-temporada para começar o ano bem fisicamente.

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Os juízes e assistentes também passaram tempo afastado de família e amigos para pensar só na temporada do futebol, que começa hoje.


Concentração

Os 16 árbitros e 24 bandeirinhas de Série A1 do Paulista ficaram hospedados em um resort em Itu, no interior de São Paulo, na semana que antecedeu o começo da competição. Lá, eles tiveram atividades teóricas e práticas.


“Este tempo é para fecharmos o grupo e percebermos se todos estão envolvidos com o trabalho. Prontos para irem para o jogo”, disse Ednilson Corona, presidente da Comissão de Arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Na parte teórica, os árbitros assistem vídeos e comentam temas que normalmente são problemáticos durante as partidas.


Simulações

Para o trabalho prático, os juízes contam com a ajuda de um time de jovens entre 15 e 16 anos, de Americana, cidade do interior de São Paulo, e os temas discutidos na sala de aula são executados em campo pelos jogadores.


“As 17 regras do futebol são as mesmas. Mas temos de aprimorar os critérios. Coisas e orientações novas sempre chegam. Algo que os instrutores buscam juntos com a Fifa”, afirmou Luiz Flavio de Oliveira, árbitro há 20 anos.

Mesmo com o ranking da arbitragem criado em 2018 pela FPF, os 40 profissionais que vão trabalhar agora vão ser os mesmos do ano passado.

Árbitro de vídeo

A mudança da arbitragem fica por conta do VAR, que vai ser usado a partir das quartas de final do Paulistão de 2019. Para utilizar a tecnologia, a federação vai gastar R$ 28 mil por jogo. O trabalho vai ser feito pela mesma empresa que atuou na Copa do Mundo da Rússia.

Como os aparelhos ainda não chegaram no Brasil, os árbitros serão treinados a partir da metade de fevereiro, na sede da federação, em São Paulo.

Veja mais: Palmeiras inscreve 21 jogadores e deixa 5 vagas abertas no Paulistão

Os 40 árbitros vão ser divididos em três grupos: juízes do VAR, de campo e aqueles que podem atuar nos dois lugares.

“Os treinamentos e os jogos da primeira fase vão ser importantes para decidir como vai ser a divisão das escalações”, explicou Corona.

Marcelo Van Gasse, bandeirinha que atuou na Copa 2018
Marcelo Van Gasse, bandeirinha que atuou na Copa 2018

Para Marcelo Van Gasse, assistente que trabalhou na Copa em 2018, não faz diferença onde vai trabalhar na fase decisiva do Paulista.

“Posso estar na sala do VAR ou no campo de jogo, que estou mais acostumado já que o VAR é recente. Mas é igual começar a dirigir, você começa com receio e depois a prática deixa tudo natural”.

Luiz Flávio de Oliveira, que prefere atuar em campo do que no VAR
Luiz Flávio de Oliveira, que prefere atuar em campo do que no VAR

Já Luiz Flavio prefere atuar onde está habituado.

“Estou completando 20 anos de arbitragem e, com o VAR, você começa do zero... É como se aprendesse novamente a apitar de uma forma diferente. Você pode alterar uma decisão. Então, prefiro ficar com o campo do jogo”.

'Paulistinha'

O uso da tecnologia poderia evitar a confusão da final de 2018, no jogo de volta entre Palmeiras e Corinthians. O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza foi acusado de receber informação externa. Ele marcou um pênalti de Ralf em Dudu e, depois de conversa com o quarto árbitro, voltou atrás e apenas deu escanteio para o Palmeiras. 

A anulação do pênalti e a posterior derrota do Palmeiras na final motivou um imbróglio jurítico entre o clube da a federação, resolvido nos tribunais. Mauricio Galiotte, presidente do time alviverde, chegou a fazer pouco caso do Estadual, chamando-o de "Paulistinha". 

Uso do VAR

Edimilson Corona garante que a utilização do árbitro de vídeo não tem relação com a confusão da decisão.

“O uso do VAR era natural. A comunicação foi o maior aprendizado daquilo tudo. A comunicação é importante e se falhar estraga um monte de coisa. Além disso, o posicionamento do quarto árbitro também foi muito avaliado e discutido”, comentou o presidente da Comissão de Arbitragem.

A confusão na final não atingiu somente Marcelo Aparecido. “Sempre que temos estes momentos sejam positivos ou negativos, refletimos nossa carreira, nossas decisões e passamos por um momento novo. Aquilo ficou como uma cicatriz para todos nós. O que aconteceu não foi bom para ninguém”, lamentou Luiz Flavio.

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