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Cidade com estátua gigante e polêmica de Messi comemora vaga na final da Copa do Mundo

Cerca de 300 moradores de Cutral Co celebraram a virada da Argentina contra a Inglaterra

Reuters

Copa do Mundo|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Argentinos em Cutral Co, na Patagônia, comemoraram a classificação para a final da Copa do Mundo ao lado de uma estátua de 26 metros de Lionel Messi.
  • A vitória sobre a Inglaterra foi marcada por reviravoltas e emoção, com a Argentina virando o placar para 2 x 1 nos minutos finais.
  • A rivalidade histórica entre Argentina e Inglaterra, incluindo as Malvinas e o gol da "Mão de Deus", intensificou a emoção do confronto.
  • A ansiedade e a emoção tomaram conta do país, com multidões celebrando nas ruas e a imprensa local alertando sobre o impacto emocional dos jogos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O monumento na cidade Cutral Co é o mais alto do mundo em homenagem a Messi Leila Miller/Leila Miller/Reuters - 15.07.2026

Em uma cidade da Patagônia que ostenta uma nova estátua de 26 metros de altura de Lionel Messi, argentinos eufóricos comemoraram a classificação de seu país para a decisão da Copa do Mundo, após a vitória sobre a rival Inglaterra com dois gols no fim da partida em Atlanta.

Foi uma cena que se repetiu em Buenos Aires e ao redor do país. Agora, apenas a Espanha está entre a Argentina e sua tentativa de se tornar o primeiro país a conquistar dois títulos consecutivos da Copa do Mundo desde 1962 na final do próximo domingo (19) em Nova York.


Em Cutral Co, na província de Neuquén, no sul do país, uma multidão de cerca de 300 moradores assistiu ao jogo em uma tela montada ao lado dos joelhos gigantescos da estátua de Messi.

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Eles explodiram em gritos quando o árbitro apitou o fim da semifinal contra a Inglaterra. A Argentina virou o placar para 2 a 1, depois de estar perdendo por 1 a 0.


“Foi uma vitória conquistada com sofrimento”, disse Lucas Romero, um morador de 32 anos, ao lado de sua esposa, que estava radiante.

Ele apontou para a estátua à sua frente: “É um belo reconhecimento de tudo o que Messi fez.”


Rivalidade histórica

O confronto entre os dois países nesta quarta-feira (15) foi marcado pela história e pela rivalidade, incluindo a vitória da Inglaterra na Copa do Mundo de 1966, a memória da guerra de 1982 pelas Ilhas Malvinas — conhecidas no Reino Unido como Falklands — e o gol da “Mão de Deus” de Diego Maradona em 1986.

“Este não é apenas mais um jogo”, escreveu a vice-presidente da Argentina, Victoria Villarruel, no X antes da partida.


“Não vou ser politicamente correta nem fria. Contra os ingleses, é sempre algo a mais. São as Malvinas, é o Diego, é a última do Leo e é dar um freio nos invasores.”

Cutral Co é uma cidade com cerca de 40 mil habitantes, com muitas famílias que trabalham nos campos de petróleo vizinhos de Vaca Muerta, uma formação que abriga uma das maiores reservas mundiais de gás de xisto e petróleo.

A cidade ganhou destaque em junho ao inaugurar uma estátua do artista local Aldo Beroisa — um Messi sorridente, ajoelhado e apontando o dedo para o céu —, declarando em um comunicado que se trata do mais alto monumento a Messi do mundo.

A multidão ao redor da estátua cresceu rapidamente para milhares de pessoas nesta quarta-feira. Fogos de artifício laranjas e vermelhos explodiram ao redor da cabeça de Messi.

De um clima moderado à ansiedade

Havia uma atmosfera visivelmente mais moderada na Argentina no início do torneio de 2026 em comparação com a Copa do Mundo de 2022, com muitos dizendo que sentiam que a pressão era menor após o título no Catar.

Mas isso mudou rapidamente.

À medida que a Argentina avançou de fase, multidões lotaram o centro de Buenos Aires após cada vitória, em jogos em que a seleção mais de uma vez passou por momentos de tensão ou conseguiu virar o placar.

A ansiedade do público em torno das partidas levou os jornais locais a entrevistar cardiologistas que alertavam sobre sinais de ataques cardíacos.

Em Buenos Aires, que estava praticamente vazia durante a partida desta quarta-feira, os torcedores agitavam bandeiras e entoavam gritos de torcida enquanto os motoristas buzinavam para comemorar a vitória.

“Estou tomado pela emoção”, disse Mariano Gecik, um professor universitário de 49 anos que assistiu ao jogo na casa de amigos. “Mais uma vez, trata-se de ressurreição, resiliência e pura determinação. Nós realmente merecemos nosso lugar na final da Copa do Mundo.”

Em uma festa para assistir ao jogo, organizada por veteranos da Guerra das Malvinas em Quilmes, cidade na província de Buenos Aires, Juan Carlos Salinas, um veterano de 74 anos, mal conseguia falar entre lágrimas.

“Para nós, isso é... algo muito importante”, disse.

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