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BRASILEIRO 2022

Portuguesa busca parceria para evitar leilão do Canindé e negociar dívidas

Acordo firmado com grupo da Baixada Santista pode dar início à solução do imbróglio

Futebol|Do R7

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Vista aérea das instalações da Portuguesa, em São Paulo
Vista aérea das instalações da Portuguesa, em São Paulo

Mergulhada há anos em uma crise econômica que interferiu diretamente no rendimento do time dentro de campo, a Portuguesa tenta encontrar uma luz no fim do túnel para reiniciar um processo de reconstrução. Às vésperas de uma eleição presidencial, o clube tenta achar soluções para evitar o leilão do estádio do Canindé e viabilizar o departamento de futebol. Acordo firmado com o Grupo Mendes, da Baixada Santista, pode dar início à solução do imbróglio que envolvem dívidas e questões trabalhistas.

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O Grupo Mendes concordou em quitar R$ 160 milhões de dívidas para ganhar parte do terreno onde está construído o Canindé. No lugar do estádio, porém, seriam construídos dois edifícios comerciais e um shopping. Para compensar, a empresa construiria uma arena para 15 mil pessoas, em outra área do terreno, além de um prédio com piscinas, quadras e outros departamentos.

Além de quitar as dívidas, a parceria garantiria cerca de R$ 500 mil por mês para a Portuguesa. O valor é referente à exploração comercial dos edifícios e do shopping. Em um período de 30 anos, o clube terá um lucro entre 5% e 12% sobre outros eventos realizados na arena.


O que atrasa o desenrolar da parceria é o fato do clube estar sem presidente desde a renúncia de José Luiz Ferreira. A eleição deve ser realizada no dia 12 de dezembro e por enquanto apenas Alexandre Barros confirmou a candidatura. Ele teria apoio de um grupo tradicional do Conselho Deliberativo. A expectativa é que Marco Antônio Teixeira Duarte encabece uma segunda chapa.

NEGOCIAÇÕES - Por enquanto, as decisões ligadas à venda do Canindé estão sob a responsabilidade dos presidentes do Conselho Deliberativo, Conselho Consultivo, social e diretoria executiva. No momento, eles se esforçam ao lado do Grupo Mendes para impedir a realização do leilão do estádio, marcado para o próximo dia 18, com o lance mínimo de R$ 74 milhões.


O clube já conseguiu negociar com alguns credores, como os conselheiros Joaquim Justo dos Santos e Carlinhos Duque, que concordarem em cancelar o leilão diante da promessa de que receberão os R$ 6 milhões devidos pelo clube em no máximo seis meses.

Agora, os dirigentes tentam um acordo com a advogada Gislaine Nunes, representante de cinco jogadores que soma mais de R$ 55 milhões em ações contra a Portuguesa. Ricardo Oliveira, do Santos, Rogério Pinheiro, Tiago Barcelos, Marcus Vinícius e Rafael são os jogadores envolvidos no processo.

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