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BRASILEIRO 2022

Por que Vozinha não poderá usar o apelido na camisa do Colo-Colo

Goleiro cabo-verdiano terá que escolher entre os sobrenomes Évora ou Dias para estampar seu uniforme novo

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vozinha, goleiro cabo-verdiano, não poderá usar seu apelido na camisa do Colo-Colo devido às regras da liga chilena.
  • A ANFP exige que o sobrenome paterno ou materno seja estampado nas camisas, não permitindo apelidos.
  • Vozinha deve escolher entre os sobrenomes Évora ou Dias para seu uniforme, a menos que haja autorização especial.
  • O apelido Vozinha é uma homenagem aos avós, que o criaram enquanto seus pais trabalhavam.

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Vozinha foi um dos maiores destaques da Copa do Mundo de 2026 Reprodução/Instagram @vozinha1

Sucesso da Copa do Mundo, Vozinha, anunciado como reforço do Colo-Colo, não poderá usar o apelido no uniforme novo. Embora tenha ficado conhecido dessa forma, o goleiro cabo-verdiano Josimar Évora Dias terá que escolher um de seus sobrenomes para colocar na camisa.

Isso porque o regulamento da liga chilena não autoriza apelidos nas vestimentas, obrigando os jogadores a escolherem entre o sobrenome paterno ou materno.


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“Para a identificação pessoal dos jogadores, deverá ser estampado o sobrenome paterno e/ou materno na parte superior das costas da camisa, com altura entre 5 e 5,5 cm, podendo ser adicionada a inicial do primeiro nome. Não serão permitidos apelidos, alcunhas ou codinomes”, diz a regra elaborada pela ANFP (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile).

Dessa forma, a não ser que o Colo-Colo peça uma autorização especial junto à ANFP, Vozinha terá que escolher entre Évora ou Dias para estampar seu uniforme.


Como surgiu o apelido

Um dos maiores destaques da Copa do Mundo de 2026, Vozinha ganhou o apelido ainda na infância e decidiu mantê-lo como uma homenagem aos avós. Em entrevista à Fifa em 2024, o jogador explicou que foi criado pelos avós, já que os pais trabalhavam muito.

Na rua, jogando bola com os outros garotos, ele era competitivo e não gostava de perder. Quando apanhava mais duro nas partidas e não conseguia “dar o troco”, acabava voltando para casa irritado, e os colegas diziam que ele ia “reclamar com os avós”.


“Na minha zona, os rapazes eram muito mais velhos. E eu sempre jogava na rua, levando muita pancada. Pois eu jogava também muito bem com os pés, era competitivo e rebelde, não gostava de perder. Tomava muita porrada, e sempre que não conseguia dar o troco, essas coisas, ia para casa com raiva, com a cara fechada, e eles ficavam tirando sarro, que eu estava indo reclamar com os avós”, disse.

Já seu nome de nascimento, Josimar, foi escolhido pelo pai como uma homenagem ao ex-lateral direito Josimar, revelado pelo Botafogo e integrante da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986.

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