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Polícia australiana pode investigar beijo de Rubiales caso Jenni Hermoso apresente queixa

Presidente da RFEF diz que beijo foi consensual e que, com a repercussão, ele está sendo vítima de um "assassinato social"

Futebol|Do R7

Luis Rubiales se recusou a se demitir do cargo de presidente
Luis Rubiales se recusou a se demitir do cargo de presidente Luis Rubiales se recusou a se demitir do cargo de presidente

A Polícia da Austrália, onde foi disputada a final da Copa do Mundo Feminina, poderá investigar o beijo sem consentimento dado pelo presidente da RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol), Luis Rubiales, em Jenni Hermoso após a vitória da Espanha, caso a jogadora faça a queixa no país.

"Geralmente, qualquer pessoa pode apresentar uma denúncia. No entanto, para que o incidente seja investigado, a vítima teria que apresentar um depoimento formal", disse, nesta terça-feira (29) à reportagem, a Polícia de Nova Gales do Sul, cuja capital é Sydney, onde foi realizada a final entre Espanha e Inglaterra.

As autoridades também disseram que “nenhuma denúncia foi apresentada” sobre o beijo de Rubiales em Hermoso, que poderia apresentar uma queixa pessoalmente ou virtualmente.

Nos últimos dias, alguns jornalistas e usuários de redes sociais na Austrália questionaram por que as autoridades não iniciaram uma investigação sobre o que aconteceu, apesar de ter ocorrido no país e de existirem meios legais para isso.

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"A agressão aconteceu na Austrália. Por que a polícia australiana não apresentou queixa contra Rubiales?", questionou Michaela Boland, ex-repórter, nas redes sociais.

A Austrália reconhece em sua legislação o conceito de consentimento afirmativo, que supõe o claro consentimento por ambas as partes para manter qualquer tipo de relação sexual. Se um caso desses for determinado ter sido um beijo não consentido, poderá ser considerado um crime, classificado como “agressão indecente”, punível com pena máxima de cinco anos de prisão na Austrália.

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No entanto, a possibilidade de que a investigação prospere foi considerada hoje “remota” por Karen O’Connell, especialista em direito na área da discriminação de gênero, uma vez que a jogadora já deixou o país.

Alguns atletas e comentaristas australianos se posicionaram a favor de Hermoso, como as jogadores da seleção nacional Sam Kerr e Setph Catley, que se juntaram à republicação dos comentários da espanhola nas redes sociais.

Por sua vez, o ex-jogador australiano Craig Foster destacou que o ato de Rubiales revela “um problema muito maior”, que exige que as mulheres liderem uma mudança de posições de poder na cultura do futebol. Foster criticou ainda o silêncio da maioria dos jogadores da seleção masculina espanhola: “Se recusassem jogar, o caso estaria encerrado imediatamente (…) Mesmo assim, permanecem esmagadoramente silenciosos”, lamentou.

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Entretanto, a ex-atleta olímpica australiana Jana Pittman, que participou nos Jogos de Sydney, em 2000, sentiu-se encorajada após o ocorrido ao revelar que recebeu "um beijo inapropriado de um treinador, não meu, um treinador internacional, no que foi algo normal naquele ambiente".

Por sua vez, a jornalista Annabel Crabb publicou uma análise intitulada “Como um beijo indesejado em Sydney causou uma revolução no futebol espanhol”, na qual considera que Jenni Hermoso está em uma encruzilhada. “Se você não denunciar (tal incidente), você se sente culpada por não se defender ou por não proteger outras mulheres, e, se o fizer, corre o risco de ser rotulada como uma mulher que odeia homens”, disse Crabb.

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