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Opinião: Derrota do Santos expõe erros do técnico e da diretoria

Dinheiro mal gasto em reforços como Damião e Lucas Lima poderia ter destino melhor

Futebol|Do R7*

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Leandro Damião: investimento alto, retorno baixo
Leandro Damião: investimento alto, retorno baixo

A derrota do Santos para o Ituano e a perda do título do Campeonato Paulista foi justa. Não adianta chorar e dizer que o regulamento está errado, que um time que somou sete pontos a mais do que o rival deveria ter jogado em casa e tido a vantagem de dois resultados iguais para ser campeão, blá, blá, blá.

Todos os participantes da Série A do Campeonato Paulista sabiam que o regulamento era esse antes mesmo de a competição começar, e os dirigentes dos grandes clubes o assinaram por puro medo. Medo de ficar atrás de um rival na fase de classificação e perder a taça justamente por ter campanha pior. Bem feito.


A derrota santista expôs muito mais do que o bom trabalho do técnico Doriva à frente do Ituano e alguns bons valores da equipe, como o goleiro Wagner e o zagueiro Anderson Salles, ironicamente dispensado do próprio Santos por, na visão dos dirigentes, não ter qualidade para atuar na equipe.

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A perda de um título dado por muitos como certo é fruto da incompetência da diretoria, que pagou mais de R$ 40 milhões em um atacante que não marca gols, não cobra pênaltis e é constantemente substituído nas partidas, às vezes até com atraso.

Damião tinha que ter cobrado a penalidade máxima quando a partida estava 1 a 0 para o Ituano na primeira final, e não Cícero, que mandou a bola na estratosfera. "O Cícero estava em melhor momento", alguns dirão. Balela. Quem custa tanto tem que assumir a responsabilidade.


No segundo jogo, que caminhava para os pênaltis, Oswaldo de Oliveira errou ao tirar Damião para a entrada de Gabriel. O homem de R$ 42 milhões não estava jogando nada, como de costume, mas tinha que estar em campo para cobrar pênaltis na decisão, e não deixar a bucha nos pés dos garotos e de jogadores de menor quilate, como Neto, vilão da derrota.

Se a direção não tivesse gasto R$ 42 milhões em Damião, e mais R$ 5 milhões em Lucas Lima, que nem no banco fica, talvez tivesse dinheiro para contratar um zagueiro de nível superior, um lateral que saiba cruzar, diferentemente do que faz Mena quando pega a bola, e um meia para dividir a função com Geuvânio, que não consegue mais jogar desde que foi apontado como a mais nova joia da Vila.


Que os erros da doída derrota sirvam de lição para o Campeonato Brasileiro, muito mais difícil e disputado que o fraco Paulistão. Se nada mudar, o Santos, assim como os outros grandes paulistas, corre sério risco de ficar mais um ano apenas assistindo à festa dos rivais.

*Paulo Amaral é Editor de Esportes do R7 e não muito fã de Leandro Damião

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