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Oito jogadores serão indiciados por pancadaria no clássico entre Athletico-PR e Coritiba

Briga generalizada roubou a cena no Atletiba do último domingo. Atletas serão denunciados com base no artigo 137 do Código Penal

Futebol|

Após a violência no clássico entre o Athletico-PR e o Coritiba no último domingo (5), em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Paranaense, oito jogadores, de ambas as equipes, serão indiciados pela Demafe (Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos) com base no artigo 137 do Código Penal. O órgão, em reunião nesta sexta-feira (10), discutiu as possibilidades de ação nesse caso e confirmou que vai efetuar a denúncia.

A ação foi confirmada à reportagem pelo delegado titular do Demafe, Luiz Carlos de Oliveira, e pelo próprio órgão. Será emitido um termo circunstanciado, e os atletas envolvidos serão chamados à delegacia para tomar ciência da ação na próxima semana. São eles: os zagueiros Pedro Henrique e Thiago Heleno, o volante Christian, o lateral-esquerdo Pedrinho e o meia Davi Terans, do Athletico-PR; o zagueiro Marcio Silva e os atacantes Alef Manga e Fabrício Daniel, do Coritiba.

Briga generalizada na Arena da Baixada tomou conta do clássico Atletiba
Briga generalizada na Arena da Baixada tomou conta do clássico Atletiba Briga generalizada na Arena da Baixada tomou conta do clássico Atletiba

Caso um juizado especial acate a denúncia, os atletas em questão podem receber uma pena de 15 dias a dois meses de prisão, ou multa. Dessa forma, perderiam sua condição de réu primário. "Estávamos presentes [Demafe] na Arena da Baixada, mas não presenciamos a gravidade das ações no momento em que ocorreram", contou o delegado à reportagem. "Com a repercussão das cenas nas redes sociais, estudamos as ações que poderiam ser tomadas na sequência."

O artigo 137, pelo qual os oito jogadores serão denunciados, trata da "participação em rixa, salvo para separar os contendores". No Código Penal, a pena de reclusão é prevista de forma automática caso haja morte ou lesão corporal de natureza grave. "Os jogadores têm de ser responsabilizados, não estão acima de qualquer lei. Não há espaço para a violência no futebol, muito menos na sociedade. Ele têm que se conscientizar do papel e da importância social que cumprem como atletas, ao influenciar milhões de pessoas com suas ações", afirmou Oliveira ao tratar dos motivos que levaram o órgão à denúncia.

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Relembre o caso

No último domingo, o árbitro da partida, José Mendonça da Silva Júnior, precisou recorrer às imagens da transmissão do jogo para punir os envolvidos na confusão generalizada que tomou conta do gramado. Como o Campeonato Paranaense não utiliza o recurso do VAR, as expulsões foram registradas na súmula depois que Mendonça e a equipe de arbitragem analisaram as imagens da TV, após o apito final.

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A pancadaria começou nos acréscimos do segundo tempo, quando o jogo estava empatado por 1 a 1, com um desentendimento entre Marcio Silva e Terans — alvos da denúncia do Demafe —, que trocaram empurrões. "Com a bola fora de jogo, este atleta (Marcio) passa a mão na nuca do seu adversário de número 10 (Miguel David Terans Perez) de forma provocativa e isso desencadeia um desentendimento entre ambos. Ato contínuo desfere um tapa atingindo-o na nuca. Relato que não foi possível apresentar o cartão vermelho devido a animosidade do momento", escreveu o árbitro na súmula, ao justificar a expulsão de Marcio Silva. Depois dessa cena, com o clima tenso e quente, não houve mais jogo.

A súmula também identificou agressões de Pedro Henrique, Christian e Pedrinho contra Alef Manga. Outro jogador punido foi Fabrício Daniel, do Coritiba, que trocou socos com Pedro Henrique quando o tumulto generalizado foi retomado. O treinador Paulo Turra foi expulso por reclamar da arbitragem, e António Oliveira, por colocar o dedo em riste e dizer ao árbitro: "Isso é tudo culpa de vocês, os erros de vocês causaram tudo isso", conforme relatado na súmula. Apenas os jogadores serão denunciados pelo Demafe.

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"Informo que suspendi a partida após consultar o chefe do policiamento e este me informar que não havia garantia de segurança para a continuidade. Capitão da Polícia Militar do Estado do Paraná, Sr. Erlinton José Medeiros de Barros (Capitão Barros). Após essa informação, comuniquei aos capitães de ambas as equipes que a partida estava suspensa por falta de segurança. Ressalto que o início da confusão generalizada ocorreu aos 51 minutos e 50 do segundo tempo e a partida se encerraria aos 52 minutos, conforme os acréscimos de 7. Comunico ainda que utilizei as imagens da transmissão para identificar os infratores", escreveu o juiz.

A partida do último domingo já contava com torcida única do Athletico-PR, mandante da partida, por causa de violência prévia entre os torcedores das equipes no clássico do último ano, também válido pelo Campeonato Paranaense. Ao início da confusão, torcedores do Athletico, presentes no estádio, também foram vistos em campo.

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