Números e histórico mostram por que Diniz corre risco de demissão no Corinthians
Aproveitamento nos últimos dez jogos fica abaixo dos registros anteriores à saída em cinco outros clubes
Futebol|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A derrota por 3 a 1 para o Fluminense, neste domingo (20), na Neo Química Arena, colocou Fernando Diniz diante de um cenário conhecido. Com sete partidas sem vencer e seis derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, o Corinthians apresenta números inferiores aos registrados pelo treinador antes de ser demitido de outros clubes.
Nos últimos dez jogos, considerando todas as competições, o time conquistou uma vitória, dois empates e sofreu sete derrotas. São apenas 16,7% de aproveitamento dos pontos possíveis. O único triunfo nesse intervalo aconteceu em 20 de agosto, contra o Rosario Central, pela Libertadores. Desde então, além de acumular tropeços no Brasileirão, a equipe foi eliminada da competição continental pelo Estudiantes.
Veja Também
A sequência aumenta a pressão sobre um trabalho que, por enquanto, recebeu respaldo público da diretoria antes e depois do confronto com o Fluminense. Neste domingo, o executivo Marcelo Paz voltou a garantir Fernando Diniz no comando do Timão. Resta saber até quando.
Desempenho abaixo de cinco passagens encerradas por demissão
Nos seis últimos clubes diferentes dos quais Diniz foi demitido, considerando a passagem mais recente em cada um, apenas o Athletico-PR apresentou aproveitamento inferior ao atual do Corinthians nos dez compromissos finais. Em 2018, o treinador deixou a equipe paranaense depois de uma vitória, um empate e oito derrotas nesse recorte: 13,3%.
Nos demais trabalhos, os resultados anteriores ao desligamento foram melhores. O Vasco teve 33,3% de aproveitamento; o Cruzeiro, 40%; o Fluminense, 43,3%; e Santos e São Paulo, 30% cada.
O paralelo com o São Paulo aparece também na duração do jejum. Diniz deixou o clube em fevereiro de 2021 após sete partidas sem vencer, marca agora alcançada no Corinthians. No Santos, a passagem terminou depois de seis jogos sem vitória.
O Fluminense oferece uma comparação específica com o desempenho no Brasileirão. Antes da demissão, em junho de 2024, o treinador sofreu quatro derrotas consecutivas no campeonato. As quatro vitórias nos dez compromissos finais vieram em outras competições e elevaram o aproveitamento geral, mas não impediram sua saída. No Corinthians, a série de derrotas na liga já chegou a seis.
Queda depois da Copa amplia preocupação
A distância entre o início do trabalho e o momento atual reforça o desgaste. Antes da pausa para a Copa do Mundo, o Corinthians disputou 16 partidas com Diniz, com nove vitórias, quatro empates e três derrotas: 64,6% de aproveitamento.
Nos 16 compromissos seguintes, já incluindo o revés contra o Fluminense, foram quatro vitórias, quatro empates e oito derrotas. O rendimento caiu para 33,3%, uma redução de 31,3 pontos percentuais.
A comparação mostra que a crise ultrapassa um resultado isolado. O time perdeu capacidade de pontuar ao longo de uma sequência que também trouxe eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores. Com o encerramento das campanhas nos torneios eliminatórios, a recuperação no Brasileirão concentra as cobranças sobre o treinador.
Respaldo da diretoria pesa a favor da continuidade
O principal contraponto à hipótese de demissão é a posição pública dos dirigentes. Na quinta-feira (17), depois da queda na Libertadores, o executivo Marcelo Paz defendeu a manutenção do trabalho e relatou o apoio do presidente Osmar Stabile.
“Não passa pela nossa cabeça qualquer mudança”, afirmou o dirigente, que também argumentou que a avaliação deveria considerar a trajetória do treinador no clube. A declaração ocorreu antes da derrota para o Fluminense.
Neste domingo, após a derrota, Paz disse que Diniz permanece no Timão e afirmou que os jogadores pediram para que o comandante continuasse no cargo.
“A decisão é de acreditar e continuar o trabalho. Ela foi apoiada pelos jogadores, que nos procuraram voluntariamente para dizer que vamos sair juntos dessa. Eles confiam no trabalho, no que está sendo feito. Pedimos desculpas aos torcedores. Acreditamos que vamos sair dessa situação”, afirmou o dirigente em um pronunciamento.
Esse apoio impede concluir, apenas pelos resultados, que o desligamento está encaminhado. As passagens anteriores envolveram elencos, calendários e decisões de diretorias diferentes. Não existe um número de derrotas que determine automaticamente a saída de um técnico.
Ainda assim, os indicadores esportivos colocam Diniz em uma situação comparável à de trabalhos que terminaram em demissão. O Corinthians já apresenta desempenho recente inferior ao que precedeu cinco de seus últimos seis desligamentos em clubes diferentes. Para sustentar a continuidade, o treinador precisa interromper uma queda que o respaldo público, sozinho, não resolve.
Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp.



















