Novo Mirassol? Qual equipe que subiu pode reproduzir temporada mágica na Série A
Coritiba, Athletico, Chapecoense e Remo vão disputar a elite do futebol nacional e têm o caso do Leão como inspiração
Futebol|Do R7
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A Série A do Campeonato Brasileiro começa nesta semana, e os quatro times que subiram para a primeira divisão têm o desafio de sobreviver à elite do futebol nacional. Mas, após o sucesso do Mirassol em 2025, por que não acreditar que é possível alçar voos mais altos? Coritiba, Athletico, Chapecoense e Remo estreiam na próxima quarta-feira (28) e sonham em repetir o feito do Leão na última temporada.
No ano passado, o Mirassol subiu após terminar a Série B de 2024 em segundo lugar. No início do ano, apostou em Eduardo Barroca, mas logo corrigiu a rota, demitiu o treinador após sequência negativa e trouxe Rafael Guanaes. Sob nova direção, o Leão se tornou um dos times mais indigestos do Brasileirão, e fez história ao terminar a competição em quarto lugar, com 67 pontos, invicto em casa e com vaga garantida na fase de grupos da Libertadores.
O feito do Mirassol não ocorreu por acaso, e até por isso pode servir de inspiração para os quatro clubes que voltaram da Série B. Para isso, é necessário analisar o que deu certo no projeto do time do interior paulista.
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Estrutura de ponta
Quando o São Paulo vendeu Luiz Araújo, hoje no Flamengo, para o Lille, da França, cerca de R$ 15 milhões caíram nos cofres do Mirassol, que detinha parte dos direitos econômicos do atleta. Ao invés de comprar jogadores e gastar com salários fora da realidade, o clube investiu em estrutura e apostou no próprio futuro. O dinheiro foi usado para construir um moderno centro de treinamento, o que alavancou o Leão não só dentro como fora das quatro linhas.
Pensando em estrutura, o Athletico, dos times que subiram de divisão, é o mais organizado. O clube tem gestão responsável, contas equilibradas, além de um CT de ponta e uma arena moderna. Coxa, Chape e Remo não desfrutam das mesmas condições, o que pode refletir na preparação física e técnica de seus elencos.
Montagem de elenco
Quem assistiu aos jogos do Mirassol observou um time extremamente organizado. Rafael Guanaes construiu um sistema de jogo apoiado, com muitos movimentos de saída de bola, pressão alta e intensidade. Nada disso seria possível, porém, sem jogadores que atendessem ao modelo do treinador. O Leão foi pontual, mas certeiro nas contratações, sem jogadores renomados e apostando em atletas garimpados pelo departamento de scout.
Não à toa, boa parte do time titular se desfez, por conta do sucesso alcançado desportivamente. Foram 14 saídas ao todo, como zagueiro Jemmes, vendido ao Fluminense, Danielzinho e Lucas Ramon, negociados com o São Paulo, Chico da Costa, que foi para o Cruzeiro, dentre outros nomes como Yago Felipe, Roni, Cristian, Matheus Sales e Matheus Bianqui.
Considerando os quatro times que subiram, ainda é difícil analisar quem se reforçou melhor. Athletico e Coritiba mantiveram a base de suas equipes, enquanto Chapecoense e Remo têm apostado em atletas mais experientes, mas com rodagem na elite nacional.
Invencibilidade em casa
Num campeonato de 38 rodadas, é fundamental somar cada ponto possível. Dessa forma, o mando de campo é essencial para qualquer aspiração esportiva, seja título, vaga continental ou fuga do rebaixamento. Para o Mirassol, jogar em casa se tornou sinônimo de vitória e o Leão fez de seu estádio uma verdadeira fortaleza. Foram 12 vitórias e sete empates, um aproveitamento de cerca de 75% nos 19 jogos que disputou no Maião.
Considerando o poder dentro de casa, todos os quatro times que subiram de divisão podem repetir o feito do Mirassol. Couto Pereira, Arena da Baixada, Arena Condá e Mangueirão são locais difíceis de jogar como visitante e podem virar armas importantes para Coritiba, Athletico, Chapecoense e Remo.
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