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Mulheres de Varginha vão protestar contra a volta do goleiro Bruno ao futebol

Contratação do atleta pelo Boa Esporte (MG) está sendo bastante criticada

Futebol|Do R7

Contratação de goleiro Bruno, de 32 anos, revolta grupo de mulheres feministas de Varginha
Contratação de goleiro Bruno, de 32 anos, revolta grupo de mulheres feministas de Varginha Contratação de goleiro Bruno, de 32 anos, revolta grupo de mulheres feministas de Varginha

Um grupo de mulheres da Frente Feminista Popular de Varginha convocou um protesto para esta terça-feira contra a contratação do goleiro Bruno. "Hoje, dia 14 de março, às 18h30, acontecerá, em frente a Concha Acústica, em Varginha, ato de repúdio à contratação do goleiro Bruno pelo time do Boa Esporte Clube. Estarão presentes representantes de vários coletivos de frente feminista, integrantes de movimentos sociais e a população em geral", disse o comunicado divulgado nas redes sociais.

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Por causa da ameaças, as líderes do movimento não querem dar entrevistas e procuraram a polícia para denunciar os agressores. As mulheres estarão vestidas de preto, mas com as mãos vermelhas, para simbolizar manchas de sangue. O protesto deverá ser feito em silêncio. As mulheres criticam a contratação que, segundo elas, quer apenas trazer maior visibilidade ao clube. "Nós recusamos a ideia da vida de mulheres serem banalizadas novamente em nome de dinheiro", diz outro trecho do comunicado.

O jogador foi condenado em primeira instância a 22 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Acabou libertado no dia 24 de fevereiro após cumprir seis anos de prisão pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello. Com isso, deverá recorrer da decisão em liberdade. A decisão foi do ministro, que considerou o fato de o jogador estar preso há quase sete anos sem que o júri que o condenou tenha sido referendado em segunda instância.

A situação, no entanto, é provisória. Bruno pode voltar à prisão a qualquer momento. No final da semana passada, o mesmo ministro recusou um recurso da mãe de Eliza Samudio contra a soltura de Bruno.

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