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BRASILEIRO 2022

MP pede que PF investigue contratação de gestora que administra estádio do Corinthians

Reag tem a responsabilidade de garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para a Caixa

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério Público de São Paulo solicita investigação da Polícia Federal sobre a gestão do Fundo Arena Itaquera pela Reag (Arandu Investimentos).
  • A Reag é suspeita de envolvimento em crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro e organização criminosa.
  • O Corinthians considera trocar a administradora da Arena após fraudes envolvendo a Reag e o Banco Master.
  • Promotor alerta para riscos relacionados à gestão financeira do estúdio e possível infiltração criminosa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dívida do Corinthians pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

O Ministério Público de São Paulo solicitou, nesta terça-feira (6), que a PF (Polícia Federal) instaure um inquérito para investigar a contratação da Reag —atualmente denominada Arandu Investimentos — para a gestão do Fundo da Arena Itaquera, responsável pela administração contábil do estádio do Corinthians.

O pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável também pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.


O acordo entre Corinthians e a Caixa Econômica Federal, firmado em 2022, na gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, definiu a entrada da Reag na estrutura do Fundo Arena.

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A gestora financeira tem por responsabilidade garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para o banco estatal. A dívida pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões.


A Reag entrou na mira da PF durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal. A gestora financeira é apontada como suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas com o objetivo de blindar o patrimônio do PCC (Primeiro Comando da Capital), o que a empresa nega.

Segundo o ofício enviado à Superintendência da PF, Conserino argumenta que a Reag assumiu a administração de fluxos financeiros de alto valor e baixa rastreabilidade ao ser inserida na gestão do estádio.


Assim, o promotor pede que a polícia apure as circunstâncias e a regularidade da inserção da empresa no acordo, bem como sua atuação após a renegociação de contrato junto à Caixa.

“A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal, com o objetivo de verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal”, diz trecho do ofício.


O promotor vê ainda a possibilidade dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional.

“Os fatos narrados são, em tese, graves e demonstram possível risco sistêmico financeiro. A investigação não se confunde com gestão esportiva ou administrativa do clube, mas incide sobre fluxos financeiros, governança de fundo e eventual infiltração criminosa nesse cenário.”

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