Mirassol perde 14 jogadores para 2026 e teme queda de rendimento
Entre os jogadores que deixaram o elenco, apenas três eram titulares absolutos
Futebol|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Mirassol iniciou a temporada de 2026 com mudanças profundas no elenco que conquistou o quarto lugar no Campeonato Brasileiro e a classificação histórica para a Libertadores. Ao todo, 14 jogadores deixaram o clube desde o fim de 2025 - número que poderia indicar risco de queda de rendimento, mas que internamente não é tratado como um desmanche nem gera preocupação.
A avaliação no clube é de que as saídas já faziam parte do planejamento. A diretoria tentou manter nomes considerados titulares, como o zagueiro Jemmes e o meia Danielzinho, mas não conseguiu avançar nas negociações. Ainda assim, o ambiente no Leão é de controle do processo, sem clima de desespero ou lamentação.
Entre os jogadores que deixaram o elenco, apenas três eram titulares absolutos na campanha do Brasileirão. Além de Jemmes e Danielzinho, o meia Gabriel também tinha papel relevante. Outro nome com saída encaminhada é o lateral Lucas Ramon, que assinou pré-contrato com o São Paulo, mas deve permanecer no clube até maio.
LEIA MAIS
Na prática, a comissão técnica manteve a base considerada essencial. Peças vistas como intocáveis, como Walter, Reinaldo e Negueba, seguem no elenco, assim como o técnico Rafael Guanaes. Parte dos atletas que saíram tinha participação pontual ou quase não foi utilizada, casos de Matheus Sales, PH e Maceió.
Alguns jogadores, no entanto, tiveram presença mais frequente. O atacante Cristian, que se transferiu para o Busan, da Coreia do Sul, disputou 82 partidas pelo Mirassol. O meia Yago Felipe fez 19 jogos e o volante Roni atuou em 16 oportunidades antes de acertar com o AVS SAD, de Portugal. Chico da Costa, emprestado pelo Cerro Porteño, marcou seis gols em 20 partidas e defenderá o Cruzeiro em 2026.
A principal negociação foi a de Jemmes. Titular em 37 das 38 rodadas do Brasileirão, o zagueiro foi vendido ao Fluminense por 4 milhões de dólares, cerca de R$ 22 milhões, por 70% dos direitos econômicos.
Danielzinho deixou o clube sem custos após o fim do contrato e acertou com o São Paulo. Gabriel, que disputou 132 jogos em três anos, assinou com o Sporting Cristal, do Peru.
Mesmo com as baixas, o Mirassol foi ao mercado e elevou o perfil das contratações. O clube apostou em jogadores com experiência recente na Série A, como Lucas Mugni e Galeano, ambos do Ceará, além de Eduardo, que defendia o Cruzeiro. Também buscou reforços fora do país, como o atacante André Luís, com quase 50 participações em gols nas duas últimas temporadas no futebol chinês, e o volante Yuri Lara, que atuou com regularidade no Japão.
Entre os nomes vindos da Série B, o volante Denilson chega após sequência longa de jogos e bom desempenho no Cuiabá, enquanto o atacante Nathan Fogaça foi contratado após se destacar no Novorizontino, apesar de histórico recente de lesões.
A mudança de patamar do clube influencia diretamente esse cenário. Com a Libertadores pela frente, o Mirassol alterou o perfil do elenco e passou a contar com jogadores estrangeiros, algo que não ocorria em 2025. A abertura de espaço no plantel era esperada, assim como as saídas.
Além disso, o clube ampliou o faturamento com vendas, premiações, cotas e maior visibilidade nacional. Com mais recursos em caixa, a diretoria entende que o Mirassol entra em 2026 em uma nova realidade, confiante de que as mudanças não significam perda de competitividade, mesmo após a saída de quase metade do elenco que marcou a temporada anterior.
Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp















