Futebol Meia do Bahia se defende de acusações de racismo: 'somos iguais'

Meia do Bahia se defende de acusações de racismo: 'somos iguais'

Juan Pablo Ramírez se justificou, dizendo que não entende o português e que pediu para jogo ser reiniciado. Ele ainda relatou xingamento que recebeu

Juan Pablo Ramírez, meia do Bahia acusado por Gerson, do Flamengo, ter ter sido racista no jogo entre as equipes no último domingo (20), se manifestou pela primeira vez após o episódio.

Em vídeo divulgado pela TV do clube em que atua, o jogador colombiano deu uma longa explicação sobre o caso, garantindo que não proferiu palavras preconceituosas contra o rival. Segundo ele, o flamenguista pode ter entendido errado pelo fato dele ter pouco conhecimento do português.

"Em nenhum momento fui racista com nenhum jogador, seja com Gerson ou outro. O que acontece é que quando fizemos o segundo gol, eu tentei colocar a bola no meio para a gente reiniciar o jogo rapidamente e pedi para o time jogar sério. O Gerson me disse algo, mas eu não entendi, pois não compreendo muito bem o português. Eu só pedi 'joga rápido, irmão'. Depois eu peguei a bola e fui para o meio. Ele veio atrás de mim e ficou dizendo que eu disse 'cala a boca, negro', em português, sendo que eu nem falo português. Apenas tenho um mês no Brasil", se justificou: "Racista é uma coisa que não sou. Eu sei que todos somos iguais e jamais usaria uma palavra dessas."

Discussão entre Ramírez e Gerson segue gerando polêmicas

Discussão entre Ramírez e Gerson segue gerando polêmicas

Alexandre Vidal/Flamengo

Em outro ponto de seu relato, Ramírez disse que foi ofendido por um jogador do Flamengo, mas que encarou isso como algo normal dentro de campo: "Bruno (Henrique) me chamou de gringo de m..., mas eu não presto muita atenção nisso."

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