Mano Menezes no Peru é mais um técnico brasileiro em seleção estrangeira; relembre outros
Treinador, que já comandou o Brasil e passou por diversos clubes do nosso futebol, é mais um a se aventurar em outras seleções
Futebol|Do R7
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Mano Menezes é o mais novo técnico do Peru. Após encerrar sua passagem pelo Grêmio no final do ano passado, o treinador assume um novo desafio e volta a comandar uma seleção quase 14 anos após ser demitido do comando da seleção brasileira, em novembro de 2012. De lá para cá, Mano dirigiu diversos times do nosso futebol, como Corinthians, Internacional, Palmeiras e Cruzeiro, além de passagem pela China, comandando o Shandong.
No Peru, Mano Menezes se juntará a um seleto grupo de treinadores brasileiros que já dirigiram seleções estrangeiras. Além dele, nomes como Carlos Alberto Parreira, Joel Santana, Felipão (Luiz Felipe Scolari) e Zico também comandaram outros países, alguns com mais sucesso que outros. A passagem mais marcante, porém, foi a de Luiz Felipe Scolari, na seleção portuguesa.
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Felipão esteve à frente de Portugal por cinco anos, assumindo em 2003, um ano após ser pentacampeão com o Brasil. O treinador foi um dos responsáveis por levar a seleção portuguesa de mera coadjuvante, a uma das protagonistas da Europa. Em 2004, foi vice-campeão de forma inédita da Eurocopa, perdendo para a sensação Grécia. Além disso, levou Portugal ao quarto lugar na Copa do Mundo de 2006 e foi fundamental na trajetória de Cristiano Ronaldo.
Os pioneiros
Nas décadas de 60 e 70, Otto Glória e Didi foram pioneiros no comando de seleções estrangeiras. Glória foi um dos treinadores mais importantes da história do futebol português, comandando com sucesso os três principais clubes do país: Benfica, Porto e Sporting. Os bons resultados o levaram a seleção de Portugal, em que alcançou um feito histórico: o terceiro lugar na Copa de 1966, com direito a vitória sobre o Brasil, por 3 a 1, na fase de grupos.
Didi veio anos depois, em 1970. Bicampeão com o Brasil em 1958 e 1962, como jogador, Didi começou sua carreira de treinador no Peru e dirigiu a seleção local na Copa do Mundo do México, em que o Brasil se sagrou tricampeão do mundo. Naquela edição, inclusive, Didi enfrentou seu próprio país, mas acabou perdendo por 4 a 2, nas quartas de final.
Zico, Parreira e Joel
Além de um dos precursores do futebol profissional do Japão, Zico também dirigiu a seleção japonesa entre 2002 e 2006, tendo conquistado a Copa da Ásia, em 2004. Na Copa do Mundo da Alemanha, realizada há 20 anos, o ex-jogador e ídolo do Flamengo enfrentou o Brasil na fase de grupos, em que os comandados de Parreira venceram por 4 a 1.
Falando em Parreira, o ex-treinador é o brasileiro que mais trabalhou na história das Copas do Mundo, dividindo o recorde com o sérvio Bora Milutinovic. Em 1982, comandou a seleção do Kuwait. Duas Copas depois, dirigiu os Emirados Árabes, em 1990 e, em 1998, foi técnico da Arábia Saudita. Em 2010, comandou a África do Sul, país-sede daquela edição. Além dos países estrangeiros, Parreira também comandou o Brasil em 1994, quando foi tetracampeão, e em 2006, quando amargou eliminação para a França nas quartas.
A África do Sul ainda teve mais um brasileiro como técnico: Joel Santana. A passagem de Joel pela seleção africana, muito marcada pelo inglês com bastante sotaque do carioca nas entrevistas, durou pouco, mesmo com boa campanha na Copa das Confederações de 2009, em que os sul-africanos pararam nas semifinais.
Outros nomes
Por fim, outros nomes menos lembrados que comandaram seleções estrangeiras foram Renê Simões e Paulo César Carpegiani. O primeiro fez história ao dirigir a Jamaica em 1998, a primeira e única participação do país caribenho em Copas do Mundo. A seleção acabou eliminada na primeira fase, mas venceram o Japão naquela edição.
Naquela mesma Copa do Mundo, realizada na França, Carpegiani dirigiu o Paraguai, comandando uma boa geração que contava com nomes como Gamarra, Arce e Chilavert. Na primeira fase, a seleção paraguaia deixou Espanha e Bulgária pelo caminho, conquistando vaga para as oitavas, mas acabou caindo para os donos da casa, que seriam campeões ao final do Mundial, vencendo o Brasil na final por 3 a 0.
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