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BRASILEIRO 2022

Lesão de Neymar: casos de Garro e Richarlison servem de inspiração para camisa 10

Jogadores enfrentaram problemas musculares parecidos nos últimos anos, aceleraram tratamentos e conseguiram voltar antes do previsto

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Neymar foi convocado para a Copa do Mundo de 2026, mesmo com uma lesão grau 2 na panturrilha.
  • Jogadores como Rodrigo Garro e Richarlison conseguiram retornar rapidamente após lesões semelhantes.
  • O histórico de recuperações rápidas de outros jogadores inspira confiança na recuperação de Neymar.
  • A comissão técnica de Carlo Ancelotti monitora a situação de Neymar para evitar agravamentos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caso de Richarlison na última Copa pode servir de esperança para Neymar Reprodução/Instagram/@richarlison

A convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026, mesmo após a confirmação de uma lesão grau 2 na panturrilha, reacendeu o debate sobre o risco de levar jogadores fisicamente limitados para um torneio tão curto e intenso. O atacante realizou exames na quarta-feira (27), que confirmaram o problema muscular, e virou dúvida até mesmo para a estreia do Brasil no Mundial, marcada para 13 de junho.

A tendência é que Neymar seja preservado dos dois amistosos preparatórios da seleção brasileira antes da viagem para os Estados Unidos. Nesta quinta-feira (28), o médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, explicou que o jogador poderá ficar até três semanas fora dos gramados, o que o tiraria da estreia do Brasil no Mundial.


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Apesar da preocupação, o histórico recente do futebol brasileiro mostra que atletas conseguiram retornar em prazo reduzido após lesões semelhantes, sendo que alguns deles justamente às vésperas de compromissos importantes.

Nos últimos anos, nomes como Rodrigo Garro, Paulo Henrique Ganso, Gustavo Cuéllar e Richarlison enfrentaram contusões musculares de grau 2 na panturrilha, passaram por tratamentos intensivos e conseguiram voltar aos gramados em períodos considerados rápidos para o tipo de lesão.


Rodrigo Garro voltou em cerca de um mês ao Corinthians

O meia Rodrigo Garro sofreu uma lesão grau 2 na panturrilha direita em setembro do ano passado, ainda no aquecimento antes de uma partida contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. O Corinthians confirmou o problema após exames de imagem e iniciou imediatamente o tratamento fisioterápico.

Na época, o argentino já convivia com desgaste físico causado por uma tendinopatia patelar no joelho direito, o que aumentou a preocupação do clube com a sequência de partidas. O então técnico do Corinthians, Dorival Júnior, chegou a admitir publicamente que o departamento médico precisava controlar a minutagem do jogador.


Mesmo assim, Garro conseguiu retornar em aproximadamente um mês. Primeiro voltou gradualmente, entrando no segundo tempo do clássico contra o Santos, antes de recuperar a titularidade na vitória sobre o Atlético-MG. Após o retorno, o meia afirmou que se sentia “muito bem fisicamente” e destacou o trabalho realizado durante o período afastado.

Ganso perdeu dois meses e voltou decisivo no Fluminense

Paulo Henrique Ganso também sofreu uma lesão grau 2 na panturrilha esquerda durante uma partida contra o Corinthians, no Maracanã, pelo Brasileirão de 2025. O Fluminense informou inicialmente que o tempo de recuperação poderia variar entre quatro e seis semanas.


A contusão ocorreu em um momento delicado para o meia, que já havia perdido boa parte da temporada após um quadro de miocardite. O camisa 10 iniciou tratamento no CT Carlos Castilho e virou desfalque em jogos importantes da Sul-Americana.

Na prática, porém, o retorno demorou mais do que o prazo inicialmente projetado. Ganso ficou cerca de dois meses sem atuar até reaparecer na goleada por 6 a 0 sobre o São Paulo, no fim de novembro.

Mesmo após o longo período parado, o meia conseguiu recuperar espaço rapidamente. Poucos dias depois, marcou contra o Bahia na rodada final do Brasileirão e ajudou o Fluminense a garantir vaga direta na Libertadores de 2026.

Cuéllar sofreu sequência de problemas musculares no Grêmio

O volante colombiano Gustavo Cuéllar viveu um dos quadros mais complicados entre os exemplos recentes. Contratado pelo Grêmio no início de 2025, o jogador sofreu sucessivas lesões musculares ao longo da temporada, incluindo um problema grau 2 no músculo solear da perna direita, região próxima à panturrilha.

Segundo o clube, a lesão foi detectada após dores relatadas pelo volante depois de uma partida da Sul-Americana no Peru. O Grêmio não divulgou prazo oficial para retorno, mas o jogador acabou acumulando longos períodos afastado dos gramados.

Posteriormente, o próprio Cuéllar admitiu que erros no início da preparação física influenciaram diretamente na sequência de lesões. O colombiano revelou dificuldades de adaptação ao fuso horário após anos atuando na Arábia Saudita e reconheceu que voltou a treinar antes do momento ideal em algumas ocasiões.

O volante chegou a retornar aos gramados após a pausa para o Mundial, mas sofreu nova contusão pouco tempo depois. Apenas em agosto conseguiu recuperar sequência mais estável.

Richarlison viveu drama antes da Copa de 2022

O episódio mais parecido com o de Neymar aconteceu justamente às vésperas da última Copa do Mundo. Em outubro de 2022, Richarlison deixou uma partida do Tottenham contra o Everton chorando após sentir a panturrilha esquerda.

Naquele momento, o atacante temia perder o Mundial do Qatar. A preocupação aumentou porque o jogador já havia sofrido uma lesão semelhante anteriormente no futebol inglês.

As primeiras avaliações indicavam que, caso fosse confirmada uma lesão grau 2, Richarlison poderia ficar ao menos um mês afastado. O atacante chegou a aparecer de muletas após a partida e emocionou torcedores ao chorar ainda no vestiário.

O cronograma, porém, acabou sendo suficiente para colocá-lo novamente em campo antes da apresentação à seleção brasileira. Richarlison voltou a atuar pelo Tottenham cerca de 25 dias depois, entrando por mais de 30 minutos contra o Nottingham Forest pela Copa da Liga Inglesa.

Recuperado a tempo da Copa, o atacante virou um dos destaques do Brasil no torneio. Marcou três gols no Qatar, incluindo o voleio contra a Sérvia, que acabou eleito um dos gols mais bonitos da competição.

Neymar tenta repetir histórico positivo

A situação de Neymar agora passa a ser acompanhada diariamente pela comissão técnica de Carlo Ancelotti.

O fato de a estreia brasileira acontecer pouco mais de duas semanas após a confirmação da lesão aumenta a cautela da seleção. Por outro lado, os exemplos recentes mostram que retornos acelerados são possíveis, especialmente em atletas de elite submetidos a tratamento intensivo.

Internamente, a expectativa da comissão técnica é ter Neymar em condições ao menos durante a primeira fase da Copa. A prioridade, neste momento, é evitar qualquer agravamento que possa tirar o camisa 10 definitivamente do torneio.

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