Kia Joorabchian articulou ida de Coutinho para o Barcelona
Iraniano está por trás da 2ª transação mais cara do futebol mundial
Futebol|Cesar Sacheto, do R7

O empresário Kia Joorabchian, de 46 anos, foi o grande articulador da transferência do meia Philippe Coutinho para o Barcelona por 160 milhões de euros (cerca de R$ 620 milhões), naquela que se tornou a segunda negociação mais cara do futebol mundial, atrás apenas da saída de Neymar do mesmo Barcelona para o Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros (R$ 820 milhões).
O iraniano, criado e educado na Ingaterra, é visto como exímio negociador e possuidor de uma rede de contatos privilegiada. Ele também é conhecido pela qualidade de rastrear jovens promessas. Coutinho, por exemplo, é monitorado desde os 12 anos.

Outro atleta de ponta que teve o acompanhamento de Kia na carreira foi o zagueiro Marquinhos, que deixou o Corinthians aos 17 anos para jogar na Roma, em 2013. Naquela época, o negócio foi firmado por quatro milhões de libras (R$ 17,5 milhões). Anos mais tarde, o defensor seguiu para o PSG por 32 milhões de libras (R$140,1 milhões) e o clube francês já rejeitou 80 milhões de libras (R$ 350,4 milhões) pelo jogador.
Kia, agente que trabalha com os brasileiros David Luiz e Oscar, entre outros atletas, também tem bom relacionamento com Kaká, que recentemente anunciou a aposentadoria dos gramados. O empresário foi deixado de lado na transação que levaria o meia do Milan para o Manchester City. O negócio não saiu e Kaká terminou no Real Madrid.
No entanto, Kia ficou marcado na memória de boa tarde dos torcedores brasileiros por encabeçar o acordo entra a MSI (Media Sports Investments) e o Corinthians, em 2005.
A parceria, que prometia ser a mais inovadora desde a dupla Palmeiras-Parlamat, rendeu ao clube alvinegro glórias esportivas. A equipe trouxe jogadores cobiçados por grandes clubes europeus, como os argentinos Carlitos Tevez e Javier Mascherano, e conquistou o título brasileiro daquele ano.
No entanto, Kia foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo por lavagem de dinheiro. Segundo o promotor José Reinado Guimarães Carneiro, que na época integrava o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP paulista, o iraniano, o russo Boris Berezovsky e dirigentes do clube paulista estavam envolvidos diretamente em crimes financeiros.
Os promotores concluíram o inquérito e o remetaram para a Justiça Federal. Todos os envolvidos foram processados e, anos mais tarde, absolvidos das acusações.
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