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Justiça da Argentina nega pedido de extradição de ex-Conmebol

Além de José Luis Meiszner, outros 15 dirigentes foram indiciados pela Justiça norte-americana em escândalo de corrupção conhecido como Fifagate

Futebol|Do R7

José Meiszner dá nome ao estádio do Quilmes-ARG
José Meiszner dá nome ao estádio do Quilmes-ARG José Meiszner dá nome ao estádio do Quilmes-ARG

Um juiz federal na Argentina rejeitou nesta quinta-feira (8) o pedido de extradição para os Estados Unidos do ex-secretário-geral da Conmebol. José Luis Meiszner está em prisão domiciliar no país sul-americano por envolvimento em esquema de corrupção.

Uma fonte dentro do Tribunal Federal de Quilmes, na região metropolitana de Buenos Aires, informou à agência de notícias Associated Press que Meiszner já está sendo investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e fraude eletrônica. A fonte do tribunal falou sob condição de anonimato pois não foi autorizada a falar publicamente sobre a decisão.

Meiszner renunciou ao cargo de secretário-geral da Conmebol em novembro de 2015. Poucos dias após a renúncia, o argentino, que também foi presidente do Quilmes, cujo estádio leva o seu nome, foi indiciado pelo FBI e se entregou às autoridades. Meiszner era um dos homens de confiança de Julio Grondona, ex-presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA) e ex-vice-presidente da Fifa - ele morreu em julho de 2014.

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Além dele, outros 15 dirigentes do futebol latino-americano foram indiciados pela Justiça norte-americana em 2015, incluindo o presidente licenciado da CBF, Marco Polo del Nero, e os ex-presidentes Ricardo Teixeira e José Maria Marin, no escândalo de corrupção conhecido como "Fifagate".

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Na América do Sul, renunciaram os presidentes das federações da Colômbia, Venezuela, Peru, Chile e Bolívia. Na América Central, caíram os caudilhos das federações da Costa Rica, Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Panamá. Argentinos, uruguaios e paraguaios também foram abalados. Na Fifa, o suíço Joseph Blatter, o francês Michel Platini, o alemão Franz Beckenbauer e outros pilares do poder do futebol hoje fazem parte do passado.

Entre os brasileiros, apenas Marin foi condenado. Depois de sete semanas de julgamento, o Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, condenou Marin por seis dos sete crimes pelos quais havia sido indiciado no escândalo de corrupção da Fifa. O paraguaio Juan Angel Napout, ex-presidente da Conmebol e ex-vice-presidente da Fifa também foi condenado pela Justiça norte-americana.

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No total, mais de 30 dirigentes admitiram culpa. Alguns chegaram a entregar o anel de noivado de sua mulher entre os itens da fiança. Pelo menos um dos citados cometeu suicídio, enquanto que o esporte mais popular do planeta viu seus donos mudarem de mãos.

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