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Jornal inglês revela salário não declarado de Infantino para bancar vida luxuosa em Miami

Fifa nega irregularidades após jornal inglês apontar remuneração adicional de milhões de dólares ao presidente da entidade

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gianni Infantino, presidente da Fifa, é acusado de receber US$ 1,76 milhão não declarado para sustentar vida luxuosa em Miami.
  • Relatório aponta que parte do valor foi usado para aluguel de mansão em Miami Beach.
  • Fifa nega irregularidades, afirmando que remuneração é definida por subcomissão independente e auditada externamente.
  • O episódio ocorre em meio a outras controvérsias na gestão de Infantino, incluindo planos de venda de participação em nova empresa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gianni Infantino, presidente da Fifa Kacper Pempel/Reuters - 27.09.2026

Gianni Infantino está mais uma vez no centro das polêmicas que envolvem seu mandato à frente da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado). Segundo reportagem do jornal inglês The Times, o presidente da entidade teria recebido valores superiores aos divulgados nos balanços financeiros anuais da organização. As fontes ouvidas pelo veículo afirmaram que o suíço usou esses recursos para sustentar uma vida luxuosa em Miami, na Flórida. A Fifa, por meio de comunicado oficial, nega quaisquer irregularidades.

Os pagamentos da entidade ao presidente e ao secretário-geral são divulgados oficialmente desde 2016. Em 2024, por exemplo, o relatório anual indicou que Infantino recebeu 4,3 milhões de francos suíços (cerca de R$ 2,6 milhões). Porém, uma declaração tributária apresentada nos Estados Unidos pela FWC2026 US Inc., empresa criada para organizar a Copa do Mundo de 2026, aponta que o presidente recebeu outros US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 8,8 milhões) no mesmo ano. O valor não aparece no balanço anual da Fifa, segundo o The Times.

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De acordo com a reportagem, cerca de US$ 626 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) desse montante foram registrados como outros pagamentos sujeitos à declaração e teriam sido destinados a despesas com o aluguel de uma mansão de luxo em Miami Beach, na Flórida. Fontes ouvidas pelo jornal também afirmaram que pagamentos semelhantes ou até maiores teriam sido realizados em 2025 e 2026.

Em resposta, a Fifa negou pagar um segundo salário ao presidente e afirmou cumprir todas as exigências de divulgação de sua remuneração. A entidade também declarou que os valores e benefícios contratuais de Infantino são definidos por uma subcomissão independente e que suas contas passam por auditoria externa. A organização, no entanto, não explicou por que os pagamentos adicionais apontados pela reportagem não aparecem no relatório anual de 2024.

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O novo episódio ocorre em meio a outras polêmicas envolvendo a gestão de Infantino. Em maio, o suíço anunciou que disputará um quarto mandato à frente da Fifa, na eleição prevista para março de 2027. Meses antes, a entidade desistiu de um plano para vender a investidores privados uma participação de 20% em uma nova empresa responsável pela exploração comercial de competições, incluindo a Copa do Mundo.

A proposta enfrentou resistência de federações e foi seguida pela demissão de Kevin Lamour, então diretor de operações da Fifa. O dirigente havia criticado publicamente o plano de Infantino, acusando o presidente de conduzir o projeto sem transparência.

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Confira a nota da Fifa

“A Fifa não paga um segundo salário ao presidente da entidade e cumpre todas as exigências de divulgação relativas à remuneração. A remuneração anual do presidente da Fifa, assim como outros benefícios contratuais, é definida pela Subcomissão Independente de Remuneração.

“A Fifa rejeita veementemente quaisquer alegações de que tenha deixado de divulgar informações financeiras ou violado seus Estatutos. As contas da Fifa são auditadas de forma independente, e todas as declarações estão em conformidade com as normas tributárias da Suíça, dos Estados Unidos e de outros países.

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“A Fifa está totalmente concentrada na reunião do Conselho da entidade, na quinta-feira, e aguarda as discussões com seus membros para continuar desenvolvendo o futebol, após a Copa do Mundo mais bem-sucedida da história.”

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