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Infantino mantém sua candidatura à reeleição na Fifa apesar de crise: ‘Nada mudou’

Após sugerir que investidores privados administrassem receita da Copa, presidente viu apoio despencar

Estadão Conteúdo

Futebol|Do Estadão Conteúdo

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  • Gianni Infantino confirma candidatura à reeleição na Fifa, enfrentando oposição de confederações por seu estilo de governar.
  • Infantino propôs gerir receitas da Copa do Mundo com investidores privados, gerando críticas e perda de apoio de federações europeias.
  • UEFA e outras confederações se opuseram ao plano, mas Infantino recebeu apoio da CAF, Conmebol e personalidades como Donald Trump.
  • Infantino é o único candidato declarado para as eleições de 2027, precisando de maioria simples entre as 211 federações filiadas à Fifa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mesmo após abandonar ideia, críticas continuam a se acumular Kacper Pempel/Reuters - 05.09.2026

Apesar da crise e da oposição de algumas confederações por seu estilo de governar, o atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou neste domingo (6) que será candidato à reeleição no próximo ano, segundo um porta-voz da instância.

O mundo do futebol está dividido sobre o modo de governar de Infantino, considerado opaco por seus detratores, sobretudo em virtude da iniciativa do presidente de gerir as receitas da Copa do Mundo por meio de uma empresa aberta a investidores privados sem ter consultado o restante dos membros da Fifa.


Embora o dirigente de 56 anos tenha abandonado desde então esta ideia, as críticas continuam se acumulando e algumas das federações europeias mais importantes retiraram seu apoio em relação às eleições de março de 2027.

No final de agosto, a Itália juntou-se a outras federações nacionais que já haviam se pronunciado contra Infantino (Suécia, Escócia, Nova Zelândia, etc.), assim como coletivos de torcedores, ex-jogadores e um dos vice-presidentes do Conselho da Fifa, Sandor Csanyi.


A Uefa acusou Infantino de “gestão desleal” pelo plano e liderou a primeira ofensiva em resposta ao projeto abortado de abrir caminho para investidores privados, incluindo ameaças de boicotar todas as competições da Fifa, inclusive as Copas do Mundo masculinas e femininas, embora finalmente tenha retirado sua ameaça no final de agosto, sem renunciar à sua intenção de impedir que o dirigente continue no cargo.

As confederações europeia (Uefa), norte-americana (Concacaf) e asiática (AFC) desautorizaram o presidente da Fifa em uma carta conjunta dirigida à “família do futebol” no início de agosto.


Em contrapartida, Infantino recebeu o apoio “por unanimidade” da confederação africana (CAF), de uma parte da confederação sul-americana (Conmebol), bem como de outras federações, ex-jogadores e personalidades políticas, como o presidente americano Donald Trump.

No início de setembro, a Fifa também acusou a Uefa de uma “campanha de difamação” e de uma “expedição de pesca” contra Infantino.


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Haverá concorrente para Infantino?

Único candidato declarado por enquanto para a votação que ocorrerá em março de 2027, Infantino precisará de uma maioria simples dos votos entre as 211 federações filiadas à Fifa para prolongar seu mandato, iniciado em 2016 e renovado em 2023 com amplo apoio das federações europeias.

O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, é amplamente considerado o candidato mais provável para enfrentar Infantino; o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, descartou a si mesmo.

Montagliani, vice-presidente da Fifa, foi considerado por muito tempo um aliado próximo de Infantino, mas já havia indícios, mesmo antes de ele se distanciar do já descartado plano de permitir investimento privado nas Copas do Mundo, de que ele concebia uma governança para a Fifa diferente da do suíço.

Os candidatos devem se apresentar para esta eleição antes de 18 de novembro.

Se for reeleito para um quarto e último mandato, Infantino continuaria sendo o principal responsável pelo futebol mundial até 2031.

Infantino está na Polônia para assistir ao Mundial Sub-20 feminino, mas se recusou a responder perguntas sobre seu futuro quando foi interrogado por jornalistas no sábado.

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